13 junho 2007

Closer


Esta é uma pequena homenagem a um dos melhores discos dos anos 80, e porque não, de sempre. Faço-a porque voltei a adquirir este disco, depois da minha primeira cópia se ter extraviado. Closer foi o segundo e último disco de originais de Joy Division (o primeiro foi Unknown Pleasures) e foi lançado no mercado já depois do vocalista, Ian Curtis, ter tirado a sua própria vida, em 1980. Na Playlist está o tema Decades.


RIP Ian...

13 comentários:

Anónimo disse...

Excelente CD. Recordo que à data andava a "curtir" Jesus and Mary Chain e fazia a pose habitual de urbano depressivo. Fui à "missa" dos Jesus num memorável concerto no pavilhão do Belenenses. Belos tempos ! Hoje o que está a dar é poetas de karaoke, sams the kids, e demais lixo ao estilo yoh !
( ainda conservo os LP em vinil daqueles gloriosos anos 80 )
JNAS

Anónimo disse...

...
Minimizei o blog e deixei correr a excelente playlist enquanto fui bulindo. Muito revivalista e de irrepreensível bom gosto ! Dúvidas : "no aloha" é dos Pixies ? e "Hong Kong Garden" parece-me extraído da BSO de "Marie Antoinette" mas não consegui precisar ! Será Siouxsie And The Banshees ???
Cumprimentos
JNAS

Rui Gamboa disse...

Caro JNAS,

Quanto a No Aloha, não é dos Pixies é das Breeders, que era o grupo que a baixista/vocalista dos Pixies, Kim Deal, tinha à parte.

E quanto ao tema Hong Kong Garden, foi de facto utilizado pela Sofia Coppola na banda sonora de Marie Antoinette, se bem me recordo era a música num dos bailes.

Ainda há pouco tempo falava com o meu companheiro de "lavandaria" que estou a ficar como as pessoas mais velhas eram, quando eu era mais novo, que diziam "já não se faz música como antigamente". E acredite-se que eu bem procuro e, justiça seja feita, vão surgindo aqui e ali coisas com qualidade, mas a verdade é que há muito tempo que não ouço algo que seja mesmo de excelência.

Pedro Lopes disse...

Pois é, carissímos, bons tempos e boas bandas.

Também eu, caro JNAS, já assisti a uma "missa" dos Jesus, há pouco mais de 10 anos, mas na cidade dos estudantes e durante uma queima das fitas. (já não estavam nos seus tempos áureos, mas foi bom recordar).

E, Rui, a verdade é que vão aparecendo algumas boas bandas, mas quase sempre fora do círcuito comercial.
As "major label", querem é caras bonitas e uns corpinhos bem roliços, com uma batidas por cima e uns gemidos á mistura.......e no video clip alguns carrões e festas á beira da piscina....

Felizmente têm aparecido muitas editoras discográficas indenpendentes, que buscam a excelência (na música) em lugar da venda fácil de esquecimento fácil.

Rui Gamboa disse...

Não cheguei a reposnder em relação a "Hong Kong Garden", é mesmo Siouxsie and the Banshees.

Rui Gamboa disse...

Já agora, Jesus & Mary Chain tocam no fim de Junho no Super Rock, Super Bock.

Rui Gamboa disse...

Pedro, como leste eu admito que vão surgindo algumas coisas, eu próprio estou sempre a procurar não só fora daquilo que chamas do circuito comercial, mas também no próprio. Dou muito pouca importancia às "labels", escuto apenas a música e agradam-me ou não.

Por muito que se procure, não há actualmete nada verdadeiramente novo. Deverá haver nas áreas mais electrónicas e mesmo nos hip hops que foi referido, mas isso não me interessa. Os Joy Division, a par de outras como os Cure marcaram algo de novo no pós punk. A partir dos anos 80 surge um outro tipo de som mais reforçado, como os Sonic Youth e outros que lhes seguiram até aos anos 90. Mas a partir deste novo milénio não há nada novo, ou pelo menos reinvenções. Reconheço os White Stripes, que pela sua composição e pela ausencia de um baixo têm um som muito próprio, mas além disso nicles.

Por isso, deixo o desafio de me mostrarem algo de novo e com a tal excelência, porque para mim a música só faz sentido quando partilhada com outros que partilhem o mesmo gosto...

Pedro Lopes disse...

Rui, compreendo o que dizes e sentes em relação á música actual.

Eu próprio ouço mais música antiguinha, do tempo em que comprava muitos (e bons) CD´s.

Bandas ao estilo mais tradiconal (bateria, baixo, guitarra(s)e voz), são cada vez menos, disso também não tenho dúvidas.

Mas isso tem essencialmente a ver, digo eu, com a tendência do "mundo" da música, que caminha cada vez mais para os sons mais electrónicos, com batidas e samplers. Embora não seja o meu estilo preferido, há coisas boas nessa área.

Mas, o que também é verdade, pelo menos em relação a mim, é que tenho cada vez menos tempo para pesquisar novidades, isso para além de em Lisboa, onde vivi quase 10 anos, as possibilidades de escolha, em especial no mercado menos comercial, serem enormemente maiores.

Podes começar pro procurar, Sigúr Rós, som denso e envolvente, para ouvir sozinho......ou acompanhado mas em silêncio ;)

Rui Gamboa disse...

Felizmente já tenho um disco dos islandeses. É um som muito próprio e para algumas ocasiões apenas, como dizes é para ouvir sozinho mesmo.

Eu tenho a impressão que a tendência electónica vai abrandar. E deixa-me explicar bem as coisas, quando falo em electrónica, falo nas músicas de dança os drum e bass, os house ou acid houce, ou trances, essas coisas todas, não estou a falar de tudo incluído. Não me interessa muito também saber com que instrumentos se toca. Por exemplo os New Order, que aí estão na Playlist, usam imensos sintetizadores (?), mas mesmo assim são muito bons e são 'dançaveis'.

Faz-me muita impressão ouvir tipos que o que fazem é colocar discos a tocar numa discoteca, dizerem que vão "tocar". Enfim, é essa tendência que acho que irá desaparecer, ou pelo menos diminuir. Espero.

Pedro Lopes disse...

O fenómeno dos DJ´s, e a importância que assumiram na "noite", é visto por alguns como assistir a um concerto, na medida em que, como dizes, eles põe-em música a tocar, mas fazem as suas remisturas, o que lhes confere um estilo próprio, tornando-se quase como uma banda.
Daí a enorme popularidade de alguns, que circulam por várias "pistas", em vários países.

Agora é usual o DJ ter a ladealo um VJ, que coloca videos e imagens da sua autoria (também remisturados e refeitos), ao som do homem dos discos.

Claro que ao surgimento desta tendência não foi alheio o aparecimento do ecstasi....

Agora, para curtir um bom som, quase só em casa de amigos (e na nossa) e no carro........CD´s, claro

Pedro Lopes disse...

...que saudades da rádio Xfm, em 91.6 fm.........uma rádio realmente alternativa e, como os próprios diziam; "para uma imensa minoria"

Rui Gamboa disse...

O que achas da Oxigénio? Eu tenho acesso, mas por TV e não dá muito jeito ouvir rádio na TV.

pedro lopes disse...

Rui felizmente que a "Oxigénio", ainda existe pois é exactamente um balão "O", no meio de tanta rádio que só passa aquilo que as editoras discográficas querem que passem.

É, talvez, a única rádio que nos dá a conhecer novas bandas e músicos de grande qualidade e sem expressão no mercado dito comercial.

Hã, desculpa, há ainda a "Radar", creio que de Almada, que patrocina alguns concertos de bandas mais alternativas, e que também é semelhante á "Oxigénio", na qualidade musical, e têm um Blog...