24 agosto 2007

Para ler

O blog Abrupto tem vindo a dedicar uma série de posts sobre o crime cometido no Algarve, num campo de milho, sob o título «A DEMOCRACIA, A LIBERDADE, A ORDEM PÚBLICA, A INTELIGÊNCIA, O GOVERNO E OS "VERDEUFÉMIOS"».

3 comentários:

pedro lopes disse...

Bem, o que mais me espantou foram os sucessivos comunicados do grupo ambiental GAIA, que, começando por manifestar solidariedade pela acção dos "Verde Eufémia", no final demarca-se totalmente desta acção, afirmando inclusive, que desconhece os "verde eufémia", e repudia tal acção.

Pacheco Perira aposta no receio, por parte da GAIA, em perder os subsidios públicos.
Ou seja, perante a pressão da opinião pública e a posição do Governo (e deslocação pessoal do Ministro da Agricultura ao local), a GAIA recuou, e, concerteza refém dos apoios Estatais, logo manifestou indignação e desconhecimento pela acção de uns quantos, desconhecidos, ambientalistas.

Parece que o dinheiro volta a ganhar aos valores........ou então os responsáveis pelo GAIA estão genéticamente modificados!

Rui Gamboa disse...

Gostei particularmente desta passage:

"Esta velha questão volta sempre, mas volta porque tem implícita um problema que é uma incomodidade para muitos: se a manifestação de Silves fosse de skinheads ou do PNR, contra uma herdade que tinha trabalhadores indocumentados do Magrebe, a GNR colocaria dois guardas a vigiá-la ou haveria um aparato bélico por tudo quanto era campo? E não haveria prisões e barrreiras policiais? E preciosismos jurídicos para explicar por que não houve detenções? E não teriamos já tido o PM com declarações veementes sobre a ordem pública e os energúmenos nazis?

Todos sabemos a resposta."

pedro lopes disse...

Eu demarco-me das duas situações, pois sou contra os extremismos, venham eles da direita ou da esquerda.

O Bloco, ao que parece (Via Abrupto), censura a acção dos "Verde Eufémia", essencialmente por ter como alvo o património de um pequno agricultor, pois se acaso visa-se a propriedade de algum latifundiário ou, de preferência, de uma qulquer multinacional, aí o Bloco abraçava a causa.

Um partido que quer crescer, e conquistar eleitorado para além de alguns jovens rebeldes, não pode alinhar ao lado de acções criminosas, nem ter sobre si a suspeição de uma aceitação em silêncio. (Eu sei que Francisco Louça já veio, timidamente, demarcar-se desta acção, mas só depois de ser acusado directamente pelo Governo de poder ser conivente com esta)