29 novembro 2007

Convergência...só para alguns

Vale a pena dar uma vista de olhos ao site que disponibiliza informação (bastante detalhada, diga-se) sobre o Programa Operacional dos Açores para a convergência, o "Proconvergencia" e notar nas "categorias de beneficiários" a predominância do Governo Regional. O papel reservado aos outros agentes é muito limitado.

2 comentários:

pedro lopes disse...

Rui,

temos de reconhecer que o Governo, pela voz do seu presidente, tem por várias vezes apelado à intervenção dos privados no desenvolvimento de cada ilha, e dos Açores no seu conjunto.

Num programa de convergência, como o PROCONVERGÊNCIA, Governo tem de aproveitar os fundos comunitários, que neste caso financiam na totalidade (através do FEDER) os projectos, em especial os das Ilhas de coesão. Estes têm sempre preferência, ou "descriminação positiva".

Não esquecer que aqui cabem muitos projectos de àreas cientificas que, como sabes, não têm qualquer hipótese (em Portugal, quanto mais na região) de ser financiada por privados.

Outra evidência que me aflige, é um certo comodismo que graça por cá, entre alguns empresários e àreas comerciais, que ficam comodamente à espera que o Governo faça tudo em prol do desenvolvimento das suas Ilhas, mas não estão,muitas vezes os próprios, dispostos a abrir os cordões à bolsa, para criarem sinergias com outros privados, em prol de interesses e objectivos cvomuns.

Concordo interiramente contigo quando te insurges contra a excessiva presença do Estado (ou por cá, do Governo Regional), mas infelizmente não há muitos que estejam disponíveis para arriscar al lado de investimentos públicos. Antes esperam por mais dinheiros públicos, por mais uns apoios comunitários, para darem mais um passinho de formiga.

N.B.- foi através deste teu post que dei por mim a ler e a sabe um pouco mais sobre este PROCONVERGENCIA.

Rui Gamboa disse...

Meu caro, este é um assunto de tal importancia, que deve ser tratado com muita disponibilidade, que não tenho agora.

Digo-te apenas que os "outros agentes" que falo incluem o poder autarquíco e local, que são, no fundo, quem estão mais perto das pessoas, que sabem e conhecem os seus problemas, melhor qu ninguém. Este Governo padece do mesmo mal que o seu comparsa de lisboa: é extemamente centralista.

Como é evidente, também incluo os privados. Como podem esse privados "florescer", se o Governo "seca" toda a economia, com a sua "omnipresença"?