05 janeiro 2008

Porque amanhã é Dia de Reis*

Auto-Retrato de Gustave Courbet


Já que estamos numa de citar textos de opinion-makers de referência do continente, então deixo um excerto de Vasco Pulido Valente (via Portugal dos Pequeninos) sobre a dualidade de critérios que existe na Europa actualmente relativamente às religiões. Por cá, já começam a haver alguns sinais preocupantes do vontade de colocar a religião católica na "clandestinidade", basta ver a histeria que acontece só porque se estaciona os carros à volta da Matriz ao Domingo...

«(...)obviamente ninguém pede que se ponha fim a uma certa propaganda islâmica ou, se preferirem, de ensino corânico, que prega a perversidade essencial do Ocidente e tenta promover a sua expeditiva eliminação. Tudo isto a "Europa" acha legítimo; e sobre tudo estende a sua simpatia. Em contrapartida, cai o céu se qualquer católico, padre ou Papa, se atrever a afirmar activamente o que pensa. A "Infame" deve estar calada ou, pelo menos, ser discreta.O fanatismo, o da Espanha (de Zapatero) e o da "Europa", não é novo; e o fanatismo anticatólico também não. É só estranho que este se funde na "diversidade" e o aceitem em nome da "tolerância". Uma "diversidade" imposta e limitada pela força do Estado, que não levanta a mais leve dúvida ou o mais leve incómodo. E uma "tolerância" reservada ou recusada pela ortodoxia oficial, que se tornou o argumento supremo da intolerância. O mundo moderno e a opinião que o sustenta autorizam o que autorizam e proíbem, muito democraticamente, o resto. As democracias, como se sabe, produzem com facilidade aberrações destas. Quem não gosta que se arranje ou se afaste. O Papa Ratzinger previu para a Igreja uma era de quase clandestinidade. Provavelmente, não se enganou.»

* o título é uma private joke

3 comentários:

pedro lopes disse...

Meu caro, percebi o título ;)

Quanto ao estacionamento em redor da Igreja da Matriz aos Domingos em hora de missa, eu, tal como tu, não percebo porque raio alguns se manifestam tão indignados.....talvez apreciem mais o "excesso de zelo".

Quanto a Vasco Pulido Valente - aquele que diz o que bem quer e lhe apetece -, e ao tema que levantas, digo apenas que por vezes se peca pelo tal, "excesso de zelo".......ou seja, a Democracia é tão zelosa da liberdade de todos, que por vezes se esquece de um dos seu principio fundamental; em Democracia deve prevalecer a vontade da Maioria.

SB disse...

achas mesmo que a 'histeria' acerca do estacionamento em redor da matriz tem a ver com o (suposto)desejo de colocar o catolicismo na clandestinidade? aliás, achas mesmo que defender o cumprimento de uma proibição se trata de uma histeria? em caso afirmativo, eu não só quero expurgar a igreja da nossa sociedade como o faço de forma bem histérica. Ainda no sábado à noite, quando por ali passeava e reparei na abundancia de carros sobre o passeio que me impediam até a passagem, tive um ataque de histerismo.
hey...but thats me :)

Rui Gamboa disse...

Então está provado que há mesmo histeria. Ainda bem que, por agora, és só tu e mais meia dúzia de "iluminados";)