23 fevereiro 2008

Kosovo - O Precedente


A UNPO (Organização de Nações e Povos Não-Representados) está, acima de todos, muito atenta ao precedente que foi a independência do Kosovo. Entre a Abkhazia e Zanzibar estão 67 outros membros que também acham ter as "condições especiais" do Kosovo, e devem ter razão.

4 comentários:

Anónimo disse...

Fico-me, transitóriamente, com a noção de que a reorganização territorial só deixará de acontecer quando a urgência do poder for substituida pela emergencia dos valores.
A dizer: As pessoas podem ter tudo o que consideram seu e mesmo assim não terem nada do que precisam. A prová-lo, a descolonização em África, que induziu um retrocesso civilizacional sem precedentes, perante a tromba lisa das nações unidas e a contradição benta dos democratas ocidentais.
Podemos até esperar a "Africanização" dos Balcãs."And so on..."

Pedro Rocha disse...

E se o José de Almeida tivesse menos 20 anos, às tantas neste mapa também aparecia um pontinho no meio do atlântico norte. Na Europa, como no resto do mundo, e apesar da globalização, não me parece que a verdadeira tendância seja no sentido do integracionismo.

Pedro Lopes disse...

Não me parece que o caminho da fragmentação seja aquele que mais interessa à UE.

A autodeterminação dos povos deve ser tida em conta. Deve ser respeitada a História de cada povo, e a origem das suas fronteiras.
As últimas grandes guerras foram motivadas por questões de fronteira, importa não esquecer esta triste parte da História do sec. XX.

A UE enviou tropas, em missão de paz e restabelecimento da ordem, para o Kosovo. Não foi para preparar a independÊncia do Kososvo que aceitamos e integramos essa missão.

Este é pois um precedente complicado. Mais penoso para os Estados Membro da UE que convivem há gerações com questões semelhantes a nível interno.
Não será por acaso que a vizinha Espanha logo se manifestou contra esta declaração unilateral de IndependÊncia.

Outra questão é saber quem assegurará a viabilidade destas pequenas nações. Quer a nível económico, quer a nível de manutenção da paz e ordem social.
Aquela zona do leste europeu, que se enconrava adormecida há 10 anos, onde se observava, ainda que devagar, a democracia a florescer, começa agora a fervilhar.

É aguardar para ver o desenrolar da História.

Rui Gamboa disse...

Caro Rocha, a ligação a esse site foi colocada já a pensar nisso. No fruto rei e no foguetabraze há bandeiras com as ilhas sob as asas, por isso não é preciso o José de Almeida...

Caro Lopes, tens razão no que escreves, mas o que eu aguardo com maior expectativa é as reacções da Rússia, que já começaram com a declaração que estão ao lado de uma região que pretende a independencia da Geórgia (penso que é Georgia).