07 fevereiro 2008

McCain - Derrota Anunciada


Agora que Mitt Romney desistiu da sua candidatura à Casa Branca, o caminho está de vez aberto para John McCain. Mas estará o Partido Republicano unido em redor deste veterano do Vietname? O melhor mesmo é tentar analisar os poucos factos que nos são dados.

Hoje, na capital norte-americana, teve lugar a Conservative Political Action Conference, onde os grandes nomes da linha conservadora do Partido Republicano se encontraram para debater as principais questões da actualidade. Acima de tudo, a Conferência deste ano serve para se saber se de facto há unidade no que toca à nomeação de McCain. Ora, como as imagens valem mais que as palavras, aqui fica um pequeno vídeo, onde se mostra o começo de discurso de McCain.



O Partido Republicano é uma junção de muitos grupos e McCain não é o candidato preferido de muitos deles. No fundo, a mais que certa nomeação de McCain acarreta uma crise no GOP que deverá levar a uma derrota em Novembro, seja contra Hillary, seja contra Barack Hussein Obama. Há inclusivamente notícias de conselhos conservadores para que se vote nos Democratas, ou que se fique em casa no dia da eleição. É até este ponto que os Republicanos estão divididos.

E não se acredite que Romney desistiu da corrida para “garantir a unidade em volta de uma candidatura forte”. Romney desistiu porque fez as devidas contas ao dinheiro que está a gastar do seu bolso e às reais possibilidades que tem de alcançar a nomeação, e chegou à evidente conclusão que já não vale a pena. Uma excelente oportunidade para dizer que “o resto é conversa”.

A verdade é que ainda falta algum tempo para Novembro e a grande vantagem que os Republicanos detêm neste momento é que já podem começar a delinear uma estratégia para o seu candidato, enquanto os Democratas ainda têm que continuar a digladiar-se entre si. No entanto, a divisão entre os Republicanos parece ser fatal para McCain, pois para a ala mais conservadora, quatro anos de um Presidente Democrata será o ideal para reagrupar. Por cada voto que McCain ganhar no centro, perderá dois, um à direita, dos Republicanos descontentes e um à esquerda, da nova vaga de eleitores, interessados em participar.

7 comentários:

Anónimo disse...

Pois, se o caminho de McCain parecia, agora, mais fácil de trilhar, a divisão interna vai provar o contrário.

Só vejo alguns conservadores ficarem em casa no dia das eleições, se for Hillay a candidata dos Democratas, pois se for Obama, não creio que deixem os mais jovens e os normalmente alheados (que votarão pela primeira vez) decidir o futuro presidente dos EUA.

Vamos ver como se degladeiam os dois Democratas, para ver quem correrá contra McCain.

Anónimo disse...

mais estranho que um Americano dividido, só mesmo mesmo um Americano que divida. O primeiro mostra emoções, o segundo intenções.
Camarada, cuidado com este McCain, no caso de concorrer contra a senadora, ganha.
Tenho acompanhado a campanha eleitoral do dito e até agora não lhe achei um único ponto fraco.
Nada mais conveniente a nível interno que um Democrata que é diferente daqueles democratas que foram antes.Um reformador ....

Rui Rebelo Gamboa disse...

Caro camarada, eu também acho McCain bastante interessante, mas é exactamente isso que o afasta do eleitorado conservador mais puro e duro, que, como sabemos, ainda é uma larga fatia da população votante nos EUA.

E Pedro, de facto, o fenómeno Obama poderá trazer muitos novos potenciais eleitores à participação eleitoral. Mas também acho que, caso Hillary seja a candidata, muitos deles desmobilizem novamente, mesmo que Obama diga que se devem unir à volta de Hillary. É que tal como Romney, uma coisa é dizer, outra coisa é fazer. Romney disse que desistia para que a candidatura de McCain ficasse mais coesa, ma é interessante que ainda não manifestou o seu apoio a McCain...

Anónimo disse...

Eça dizia que nós devemos falar orgulhosamente mal as outras línguas, deviamos fazer o mesmo,ou similar, de modo cirúrgico, a algúns eventos que ocorrem a nível internacional.
Devemos manifestar o nosso apoio à indiferença.Ou linguarejar ao redor do assunto.Venha a liberdade de fazer que a malta pega nela.A nível estratégico, só tenho um povo, o meu.
Agora que Sr. Pinto de Sousa já deve ter data marcada para ir tratar da permanente, lá isso...

Anónimo disse...

...bem, aproveitando a deixa do Eça, tenho de me redimir de um erro ortográfico; só depois de ler novamente o post do Rui me dei conta que "degladiar" não existe, escreve-se amtes, "digladiar".

E esta hei!!

Anónimo disse...

o amigo tem que reunir mais e "controversiar" menos.

Anónimo disse...

antigamente dizia-se "ir-lhes àa fuças", não havia cá coisas ditas dessa maneira