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29 novembro 2008
03 novembro 2008
Democracia nos EUA
Exemplo de um boletim de voto - de Fort Bend, Texas - que será utilizado nas eleições de amanhã nos EUA. Os eleitores devem escolher não só o Presidente e Vice, mas também Senadores, Juízes, o Comissário dos Caminhos de Ferro, o Xerife e até responder a referendo.
26 outubro 2008
Conservapédia vs. Wikipédia
É certo e sabido que a Wikipédia não é uma fonte credível de informação. O facto de qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, poder contribuir para os seus conteúdos é mais do que suficiente para ficarmos de pé atrás. A este respeito, já agora, convém dizer que a Wikipédia ainda é aceite como bibliografia em alguns trabalhos universitários. É lamentável. Não tanto, porém, como ser utilizada para ligações em blogues tidos como de referência.
Mas tomemos, então, o tema deste postal, a Conservapédia vs. a Wikipédia. Aparentemente, as hostes mais conservadoras americanas não se reviam nos conteúdos da Wiki, vai daí decidiram criar algo semelhante, com a simples diferença que só são permitidos contributos conservadores, pois claro. A grande vantagem da Conservapédia é, por isso, o facto de sabermos sempre o que esperar e de não ser vista como referência em nada, ao contrário da Wiki.
Vamos a exemplos concretos. Em tempo de eleições nos EUA, vejamos, muito brevemente, o que dizem Wikipédia e Conservapédia sobre Obama.
A Conservapédia diz que Obama “alegadamente nasceu em Honolulu” (há quem diga que o certificado de nascimento de Obama é falso e que na verdade não é um cidadão com o direito de concorrer à presidência) e que se for eleito será a “primeira pessoa com ligações a um conhecido grupo terrorista, a ter controle sobre as bombas atómicas” (alusão à ligação entre Obama e Bill Ayers, terrorista confesso), adiantando ainda que será o primeiro presidente muçulmano dos EUA, apresentando, sobre o assunto, uma lista de “provas arrasadoras”. O artigo é longo e ataca (quase) tudo em Obama.
Na Wikipedia, Obama nasceu mesmo em Honolulu e professa o cristianismo (Igreja Unida de Cristo). Além disso não há qualquer referência a Ayers, nem à maioria das outras acusações da Conservapedia.
Mas tomemos, então, o tema deste postal, a Conservapédia vs. a Wikipédia. Aparentemente, as hostes mais conservadoras americanas não se reviam nos conteúdos da Wiki, vai daí decidiram criar algo semelhante, com a simples diferença que só são permitidos contributos conservadores, pois claro. A grande vantagem da Conservapédia é, por isso, o facto de sabermos sempre o que esperar e de não ser vista como referência em nada, ao contrário da Wiki.
Vamos a exemplos concretos. Em tempo de eleições nos EUA, vejamos, muito brevemente, o que dizem Wikipédia e Conservapédia sobre Obama.
A Conservapédia diz que Obama “alegadamente nasceu em Honolulu” (há quem diga que o certificado de nascimento de Obama é falso e que na verdade não é um cidadão com o direito de concorrer à presidência) e que se for eleito será a “primeira pessoa com ligações a um conhecido grupo terrorista, a ter controle sobre as bombas atómicas” (alusão à ligação entre Obama e Bill Ayers, terrorista confesso), adiantando ainda que será o primeiro presidente muçulmano dos EUA, apresentando, sobre o assunto, uma lista de “provas arrasadoras”. O artigo é longo e ataca (quase) tudo em Obama.
Na Wikipedia, Obama nasceu mesmo em Honolulu e professa o cristianismo (Igreja Unida de Cristo). Além disso não há qualquer referência a Ayers, nem à maioria das outras acusações da Conservapedia.
O melhor mesmo é ler as duas, mas não acreditar em nenhuma.
17 outubro 2008
A propósito de sondagens...
...nos EUA, deixo os seguintes dados para a necessária reflexão.
Eleição de 1976 - no final do Verão, as sondagens davam 62% a Carter e 30% a Ford. Carter venceu mesmo, mas com 58.1% dos votos contra 48% de Ford.
1980 - Já em Novembro, as sondagens davam 44% Carter, 41% Reagan. Ganhou Reagan com 50.7%, contra 41%.
1988 - Neste caso ainda em Maio, Dukakis 49%, Bush 39%. Bush venceu com 53.4% contra 45.6%.
1992 - Em Junho, o candidato independente Ross Perot tinha 37% nas sondagens contra 24% de Bush e Clinton. Clinton venceu com 43%, Bush teve 37.4% e Perot 18.9%.
2000 - Setembro, Gore 49% GW Bush 39%. Bush ganhou com 47.9% contra 48.4% de Gore .
Eleição de 1976 - no final do Verão, as sondagens davam 62% a Carter e 30% a Ford. Carter venceu mesmo, mas com 58.1% dos votos contra 48% de Ford.
1980 - Já em Novembro, as sondagens davam 44% Carter, 41% Reagan. Ganhou Reagan com 50.7%, contra 41%.
1988 - Neste caso ainda em Maio, Dukakis 49%, Bush 39%. Bush venceu com 53.4% contra 45.6%.
1992 - Em Junho, o candidato independente Ross Perot tinha 37% nas sondagens contra 24% de Bush e Clinton. Clinton venceu com 43%, Bush teve 37.4% e Perot 18.9%.
2000 - Setembro, Gore 49% GW Bush 39%. Bush ganhou com 47.9% contra 48.4% de Gore .
12 outubro 2008
A Campanha Contra Palin
Inacreditavelmente, na comunicação social [e blogues] portuguesa só se dá conta das más práticas dos Republicanos nesta corrida à presidência dos EUA. Só os mais ingénuos podem acreditar que é assim, porque na verdade a campanha de ódio – principalmente direccionada a Sarah Palin – por parte do lado democrata atinge também níveis bastante preocupantes.
Como nestas coisas o melhor mesmo é ver e ouvir, aqui ficam alguns exemplos. Enjoy!
Neste caso, a diva (hehehe) Madonna, diz o seguinte: "Sarah Palin, I will kick her ass"
Aqui é Sandra Bernhard a promover claramente o ódio.
Eu chamei Sarah Palin de MILD (Mother I'd like to date), estes aqui chamam-a de MILP (Mother I'd like to punch).
Como nestas coisas o melhor mesmo é ver e ouvir, aqui ficam alguns exemplos. Enjoy!
Neste caso, a diva (hehehe) Madonna, diz o seguinte: "Sarah Palin, I will kick her ass"
Aqui é Sandra Bernhard a promover claramente o ódio.
Eu chamei Sarah Palin de MILD (Mother I'd like to date), estes aqui chamam-a de MILP (Mother I'd like to punch).
E aqui admite-se que Sarah Palin provoca raiva quase violenta em "mulheres normalmente razoáveis".
03 outubro 2008
Sarah Palin a Presidente do Mundo

O debate entre os candidatos à vice-presidência dos EUA pareceu-me bem mais ligeiro, em termos de conteúdos, que o anterior entre Obama e McCain. Mas terá sido mesmo? Tentarei ser objectivo.
Admito que talvez tenha me deixado embalar pelo straight talk naquela voz monocórdica, com gritinhos pelo meio e pelo ocasional piscar de olho da Sarah Palin. Aliás, ao ver o debate só pensava mesmo naquele novo termo inglês, que recuso-me a transcrever, mas que poderá ser readaptado, de forma mais cavalheiresca tendo em conta a senhora em questão, para ‘MILD’, mother I’d like to date. Na verdade, penso que por baixo daquela postura de puritana com toques de mulher de armas e de dama que vem do frio do Alasca, há um ardor e talvez uma rendinha, que só podem ser deliciosos. Com o cabelo apanhado, os óculos já clássicos e um movimento de boca de cortar a respiração, Sarah Palin venceu decididamente o debate. O Joe Biden bem se esforçava, mas receio que simplesmente não é uma mulher nos seus 40 anos extremamente bem conservada.
Nas últimas eleições disse-se que dava para ver um quadrado nas costas de Bush, que seria uma espécie de rádio transmissor, pelo qual recebia informações vitais para bem responder às questões colocadas. Ora bem, hoje eu bem que procurei no corpo da Sarah Palin algo que se pudesse parecer com um rádio quadrado, mas apenas encontrei curvas bem delineadas, por isso só posso concluir que Palin se preparou bem, surpreendendo quem esperava um passeio de Biden neste debate.
Admito que talvez tenha me deixado embalar pelo straight talk naquela voz monocórdica, com gritinhos pelo meio e pelo ocasional piscar de olho da Sarah Palin. Aliás, ao ver o debate só pensava mesmo naquele novo termo inglês, que recuso-me a transcrever, mas que poderá ser readaptado, de forma mais cavalheiresca tendo em conta a senhora em questão, para ‘MILD’, mother I’d like to date. Na verdade, penso que por baixo daquela postura de puritana com toques de mulher de armas e de dama que vem do frio do Alasca, há um ardor e talvez uma rendinha, que só podem ser deliciosos. Com o cabelo apanhado, os óculos já clássicos e um movimento de boca de cortar a respiração, Sarah Palin venceu decididamente o debate. O Joe Biden bem se esforçava, mas receio que simplesmente não é uma mulher nos seus 40 anos extremamente bem conservada.
Nas últimas eleições disse-se que dava para ver um quadrado nas costas de Bush, que seria uma espécie de rádio transmissor, pelo qual recebia informações vitais para bem responder às questões colocadas. Ora bem, hoje eu bem que procurei no corpo da Sarah Palin algo que se pudesse parecer com um rádio quadrado, mas apenas encontrei curvas bem delineadas, por isso só posso concluir que Palin se preparou bem, surpreendendo quem esperava um passeio de Biden neste debate.
27 setembro 2008
McCain - Obama (1st round)
Primeiras impressões do debate entre McCain e Obama: em termos do à vontade e com a relação com a câmara, Obama leva, sem dúvida a melhor. Isto não é novidade, desde os debates com Hillary que sabíamos que Obama é um perito nessa área e, pelo contrário, McCain não se sente tão à vontade.
Quanto aos temas discutidos, propriamente ditos: pareceu-me que McCain foi melhor. Diferênças fundamentais dividem os dois na questão económica e na forma de lidar com a crise. Divisões clássicas entre Direita e Esquerda, como mais ou menos regulação ou maior ou menor carga fiscal às empresas, estiveram bem presentes.
Mas é em relação à política internacional que McCain ficou, quanto a mim, claramente a ganhar. Se é verdade que tenho ainda algumas dúvidas em relação à sua ideia sobre a criação de um Liga de Democracias, apenas porque não sei até que ponto países europeus estariam dispostos a fazer parte de tal projecto, é também certo que McCain tem, de facto, uma larga experiência que lhe permite falar destes assuntos com uma autoridade que Obama não tem. Todavia, tenho a perfeita noção que a forma, por vezes, condescendente, como McCain se dirigiu a Obama neste assunto, possa lhe ser contra-producente. As posições de fundo de McCain são, na minha opinião, as melhores para os EUA lidarem com os problemas em termos de política internacional. O idealismo de Obama simplesmente não é viável, McCain usou uma frase que, neste aspecto é sintomática, "devemos aprender com a História" e a História diz-nos exactamente que há que ser realista, principalmente quando se está a lidar com problemas como luta contra terrorismo, Irão ou Coreia do Norte.
O facto de Obama querer colar McCain à linha da administração Bush não tem fundamento. É claro que McCain é um conservador e está, na teoria, ao lado das medidas de Bush. No entanto, parece-me haver uma diferênça fulcral entre a linha Bush e aquilo que pode ser a linha McCain; é que o primeiro esteve sempre pré-disposto a deixar-se influenciar por interesses pouco claros que pairam sobre Washington, ao contrário de McCain que deixou claro que está ciente que há corrupção em larga escala na capital americana e vai acabar com isso. Não se pode cair no erro fácil que os Republicanos são todos corruptos e estão todos ao serviço dos grandes lóbis económicos.
Admito, no entanto, que aquela larga parte de norte-americanos acostumados a ver estes debates como uma sequência dos espectáculos de campanha que os candidatos dão por toda a América, irão sentir que Obama esteve melhor, não porque concordam com as suas posições, mas porque o Democrata falou directamente para McCain. Obama é um mestre nessa relação entre espectáculo e política, que nos últimos anos começa também a ser popular em Portugal, e só isso pode ser suficiente para vencer.
25 março 2008
Parte da Explicação do Fenómeno Obama
Hoje em dia, os candidatos gastam milhões nas campanhas eleitorais. Mas Obama, sem investir um tostão, conseguiu um vídeo que é o sonho de todos os Cunha e Vaz do Mundo. Se Obama chegar à Casa Branca, terá um dívida para com este tipo dos Black Eyed Peas.
19 fevereiro 2008
As palavras que outro disse
A equipe Clinton colocou este vídeo na net, acusando Obama de plágio. A questão é simples: resultará, ou funcionará ao contrário? Parece-me que funcionará ao contrário, os que votam Obama não vão alterar a tendência devido ao vídeo. Pelo contrário, poderá haver indecisos que acusem Clinton de politiquice.
Para os que não votam nestas eleições, os sinais do populismo de Obama são cada vez mais frequentes e preocupantes.
09 fevereiro 2008
Da Minha Perspectiva

Depois deste post, vou tentar não escrever mais sobre as primárias (é que ainda só estamos nas primárias) nos EUA. No entanto, uma pessoa lê tanta coisa por esta blogosfera fora, que se sente na obrigação de também contribuir para o debate.
E isto até é relativamente simples e faz-se em breves palavras. A desistência de Mitt Romney não quer dizer, nem de perto nem de longe, que o Partido Republicano está agora mobilizado em redor da candidatura de John McCain. Quer dizer, antes de mais, que Romney percebeu que já não consegue chegar à nomeação. Depois, há um pormenor de grande importancia, é que Romney ainda não declarou que desistiu a favor de McCain. Uma coisa é dizer as palavras de circunstância, "temos que remar todos para o mesmo lado" e assim. Outra coisa completamente diferente foi aquilo que Giuliani fez, desistiu e declarou com todas as palavras que passava a apoiar a candidatura de McCain na corrida dos Republicanos. Há uma enorme diferença.
E também não gosto de insistir na C.P.A.C. (Conservative Political Action Conference), onde estão todos os principais Republicanos a decidir o futuro não do Partido, mas da ideologia Conservadora. É que, se Romney fosse apoiar McCain este seria o local ideal para o anunciar. Não o fez. Também não quer dizer que não venha a fazer, mas não o fez. E isto pode ter uma leitura simples, como bem ficou demonstrado no vídeo do post de ontem, os Republicanos estão divididos em relação a McCain. Romney, ao não anunciar o apoio a McCain, tomou uma das duas únicas posições possíveis... e não é apoiar McCain, é a outra.
07 fevereiro 2008
McCain - Derrota Anunciada

Agora que Mitt Romney desistiu da sua candidatura à Casa Branca, o caminho está de vez aberto para John McCain. Mas estará o Partido Republicano unido em redor deste veterano do Vietname? O melhor mesmo é tentar analisar os poucos factos que nos são dados.
Hoje, na capital norte-americana, teve lugar a Conservative Political Action Conference, onde os grandes nomes da linha conservadora do Partido Republicano se encontraram para debater as principais questões da actualidade. Acima de tudo, a Conferência deste ano serve para se saber se de facto há unidade no que toca à nomeação de McCain. Ora, como as imagens valem mais que as palavras, aqui fica um pequeno vídeo, onde se mostra o começo de discurso de McCain.
O Partido Republicano é uma junção de muitos grupos e McCain não é o candidato preferido de muitos deles. No fundo, a mais que certa nomeação de McCain acarreta uma crise no GOP que deverá levar a uma derrota em Novembro, seja contra Hillary, seja contra Barack Hussein Obama. Há inclusivamente notícias de conselhos conservadores para que se vote nos Democratas, ou que se fique em casa no dia da eleição. É até este ponto que os Republicanos estão divididos.
E não se acredite que Romney desistiu da corrida para “garantir a unidade em volta de uma candidatura forte”. Romney desistiu porque fez as devidas contas ao dinheiro que está a gastar do seu bolso e às reais possibilidades que tem de alcançar a nomeação, e chegou à evidente conclusão que já não vale a pena. Uma excelente oportunidade para dizer que “o resto é conversa”.
A verdade é que ainda falta algum tempo para Novembro e a grande vantagem que os Republicanos detêm neste momento é que já podem começar a delinear uma estratégia para o seu candidato, enquanto os Democratas ainda têm que continuar a digladiar-se entre si. No entanto, a divisão entre os Republicanos parece ser fatal para McCain, pois para a ala mais conservadora, quatro anos de um Presidente Democrata será o ideal para reagrupar. Por cada voto que McCain ganhar no centro, perderá dois, um à direita, dos Republicanos descontentes e um à esquerda, da nova vaga de eleitores, interessados em participar.
Hoje, na capital norte-americana, teve lugar a Conservative Political Action Conference, onde os grandes nomes da linha conservadora do Partido Republicano se encontraram para debater as principais questões da actualidade. Acima de tudo, a Conferência deste ano serve para se saber se de facto há unidade no que toca à nomeação de McCain. Ora, como as imagens valem mais que as palavras, aqui fica um pequeno vídeo, onde se mostra o começo de discurso de McCain.
O Partido Republicano é uma junção de muitos grupos e McCain não é o candidato preferido de muitos deles. No fundo, a mais que certa nomeação de McCain acarreta uma crise no GOP que deverá levar a uma derrota em Novembro, seja contra Hillary, seja contra Barack Hussein Obama. Há inclusivamente notícias de conselhos conservadores para que se vote nos Democratas, ou que se fique em casa no dia da eleição. É até este ponto que os Republicanos estão divididos.
E não se acredite que Romney desistiu da corrida para “garantir a unidade em volta de uma candidatura forte”. Romney desistiu porque fez as devidas contas ao dinheiro que está a gastar do seu bolso e às reais possibilidades que tem de alcançar a nomeação, e chegou à evidente conclusão que já não vale a pena. Uma excelente oportunidade para dizer que “o resto é conversa”.
A verdade é que ainda falta algum tempo para Novembro e a grande vantagem que os Republicanos detêm neste momento é que já podem começar a delinear uma estratégia para o seu candidato, enquanto os Democratas ainda têm que continuar a digladiar-se entre si. No entanto, a divisão entre os Republicanos parece ser fatal para McCain, pois para a ala mais conservadora, quatro anos de um Presidente Democrata será o ideal para reagrupar. Por cada voto que McCain ganhar no centro, perderá dois, um à direita, dos Republicanos descontentes e um à esquerda, da nova vaga de eleitores, interessados em participar.
29 janeiro 2008
Estado da União '08

A palavra de ordem no discurso sobre o Estado da União no Congresso dos EUA é empowerement. Esta palavra reflecte uma política tipicamente de direita onde o governo delega poder nas pessoas, nas organizações civis, nas instituições, etc. para trabalharem em prol da sociedade. Esta política permite responsaibilizar a sociedade civil e renega o facilitismo. Internamente, os EUA enfrentam um periodo difícil que acabará por afectar a Europa. Em termos de política externa, não podia haver novidades, a política GOP é aquela que conhecemos.
Quem assiste ao vivo o discurso sobre o Estado da União deve aquecer bem as mãos e as pernas, pois podem acontecer distensões musculares de tanta palma e standing ovations!
08 janeiro 2008
Candidatos e Candidatos

Se Barack Hussein Obama ganha em New Hampshire fica numa excelente posição para ser o candidato Democrata à Presidência dos EUA e com grandes hipóteses para ser o sucessor do pior Presidente de sempre da História da América.
E se de facto Obama vier a ser Presidente dos EUA, então haverá uma grande mudança na hyperpuissance, que mais nenhum outro candidato, de qualquer um dos lados, pode garantir. O pluricultural Obama é mesmo a encarnação do sonho americano e aquilo que se deseja quando se fala em "lufada de ar fresco na política".
Do lado Republicano, Huckabee só ganhou Iowa devido ao sorriso Colgate do Chuck Norris.... é que só pode.
28 novembro 2007
Annapolis: Supera Baixas Expectativas e Frustra Quem Esperava Avanços

O encontro em Annapolis entre o Primeiro Ministro de Israel e o Presidente da Autoridade Palestina marca o reinício de conversações entre os dois líderes, desde o fracasso de Camp David.
Além das fotografias e discursos de ocasião e do sempre enervante ar de "tipo-que-não-percebe-nada-do-assunto-mas-que-age-como-se-dominasse-tudo" do Bush, fica a promessa de ambas as partes de se sentarem para falar sobre o problema.
Também é importante realçar o facto de todos os países da Liga Árabe terem marcado presença. O mais certo é que cada um desses países tenha ido, para depois não ser acusado, na eventualidade de mais um fracasso. Neste contexto, a presença da Síria é importante, porque é um país acusado pelos EUA de patrocinar terrorismo, mas mesmo assim fez-se representar pelo vice-chanceler, em troca os sírios pediram que a questão dos Montes Golã, fosse incluída nos trabalhos. Parece evidente a estratégia norte-americana de tentar isolar o Irão.
Aliás, o principal objectivo deste encontro terá sido exactamente a luta contra o Irão. Porque, na realidade, tanto Abbas como Olmert são líderes enfraquecidos e com pouca capacidade de negociar. Olmert devido à desastrosa guerra contra o Hezbollah no Líbano há pouco mais de um ano. E Abbas porque perdeu grande parte do controlo do território palestiniano para o Hamas.
Não se podia esperar muito deste encontro, mas foi um encontro entre os dois líderes e pode marcar o recomeço de conversações que levem a uma melhoria das relações entre os dois povos. E marca também uma estratégia diferente dos EUA em relação ao Irão, que pode vir a dar resultados.
22 outubro 2007
Debate GOP II
Ver um dos muitos debates dos candidatos do Partido Republicano à presidência dos EUA, é ver um esgrimir de argumentos, para saber quem é o mais conservador.
Mitt Romney diz que é conservador porque lutou para manter a pena de morte enquanto Governador de Massachussets;
Rudy Giuliani diz que é conservador porque aboliu toda a pornografia de Times Square, enquanto foi Mayor de NY;
Jonh McCain diz que é conservador porque foi um herói de guerra e por isso irá perseguir os radicais islâmicos até ao fim do mundo;
Fred Thompson diz que é conservador porque defende não haver qualquer controlo sobre a venda de armas.
As sondagens dizem que Giuliani está em melhor posição para ser o candidato republicano, mas volto a dizer que é preciso atenção a Romney e ao ex-actor Thompson. Tambem é muito interessante ver como todos os candidatos falam frequentemente de Reagan e tentam comparar-se a ele.
Mitt Romney diz que é conservador porque lutou para manter a pena de morte enquanto Governador de Massachussets;
Rudy Giuliani diz que é conservador porque aboliu toda a pornografia de Times Square, enquanto foi Mayor de NY;
Jonh McCain diz que é conservador porque foi um herói de guerra e por isso irá perseguir os radicais islâmicos até ao fim do mundo;
Fred Thompson diz que é conservador porque defende não haver qualquer controlo sobre a venda de armas.
As sondagens dizem que Giuliani está em melhor posição para ser o candidato republicano, mas volto a dizer que é preciso atenção a Romney e ao ex-actor Thompson. Tambem é muito interessante ver como todos os candidatos falam frequentemente de Reagan e tentam comparar-se a ele.
24 setembro 2007
Um Convite Envenenado
Mahmoud Ahmadinejad deu hoje uma palestra na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Como já se sabia, a contestação foi grande e o ambiente de “cortar à faca”. Pior ficou quando o presidente iraniano teve que ouvir o primeiro orador Lee Bollinger dizer que ele dava “todos os sinais de ser um ditador brutal”. Bollinger, presidente daquela Universidade prosseguiu, afirmando, a propósito da convicção de Ahmadinejad que o Holocausto é um mito, que a sua ida àquela Universidade tornava-o ridículo, “porque o Holocausto é um dos acontecimentos históricos mais bem documentados da história humana”. E Bollinger continuou acusando Ahmadinejad de ser “insolentemente provocativo, ou admiravelmente mal-educado”.
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