09 julho 2008

Portugal e as Energias Renováveis


Sem reservas naturais de petróleo, gás natural ou carvão e sem optar pela energia nuclear, Portugal procura nas fontes renováveis uma alternativa para a produção de energia. A energia solar está cada vez mais próxima de ser viável economicamente, na última Feira de Industria Solar, que teve lugar em Munique, a ideia generalizada entre os especialistas era que o tão procurado sonho de "grid parity" - onde electricidade proveniente do sol pode ser produzida tão barata quanto pode ser comprada da rede - está apenas a uns anos de distância. E isto poderá ser muito bom não só para empresas, como para privados, que poderão produzir a sua própria energia e vender à rede.

Tendo estes factores em conta e fazendo uso da grande exposição solar que certas áreas do continente português têm, Portugal investiu, e bem, €237.6 millhões, na maior central fotovoltaica do mundo, na Amareleja, Alentejo. Espera-se que no final deste ano, quando estiver a produzir no máximo, esta central possa abastecer, de forma limpa, cerca de 30.000 casas.

Mas a opção pelas energias renováveis não se ficam pelo sol, na Póvoa do Varzim desenvovle-se um projecto para aproveitar as ondas do mar. Utilizando a tecnologia Pelamis, a central de conversão de energia de ondas em electricidade, será a base para o primeiro parque deste género a nível mundial e terá a capacidade para abastecer 20.000 casas.

Há ainda a aposta na energia eólica em Viana do Castelo que, com um investimento total na ordem dos €1.47 mil milhões, espera-se que venha a criar 1800 postos de trabalho directos na região e mais 5500 nos primeiros 6 anos de existência. Este enorme projecto prevê a construção de qualquer coisa como 7 fábricas e 48 parques eólicos que produzirão cerca 1200MW.

Como se vê Portugal está na vanguarda do melhor que se vai fazendo na Europa em termos de energias renováveis. Estas poderão ainda não ser tão rentáveis como, por exemplo, a energia nuclear, mas dão garantias de uma certa independência para o futuro incerto que se aproxima.
Para os que dispõem de outras fontes, como é o caso da Geotermia, é aproveitar e investir.

1 comentário:

Jordao Farias disse...

Muito bem! Grande trabalho de investigação, é sempre bom ter amigos assim, cultos!
Um abraço!