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09 setembro 2011

30 março 2010

Passado, Presente e Futuro - Irresponsabilidades


Por razões às quais a administração não é de todo alheia, a playlist não tem sido actualizada com a frequência até aqui considerada como normal. Aliás, a minha própria participação neste espaço tem sido tristemente descurada, levando a que tantos assuntos tenham passado ao lado duma análise que antes era quase obrigatória aqui. No entanto o companheiro Gonçalves tem alimentado o blogue de forma exemplar, ao nível da excelência do seu pensamento, como não podia deixar de ser.

Sendo impossível rever tudo o que se passou nestes últimos meses, destaco apenas dois factos. 1) os talhantes da SCUT que andam a esquartejar a ilha de São Miguel sem dó nem piedade, com total cumplicidade do Governo Regional (já agora, segundo o vizinho Fiat Lux, um ex-assessor de José Contente, é o actual assessor para a comunicação social duma dessas empresas, euroscut/vialscut, whatever). O caso do homem que tinha que entrar em casa pela janela, porque tinha a casa cheia de lama, será apenas a ponta do icebergue, porque, a ser verdade que lhe foram oferecidos 500€ pelo seu silêncio, será apenas normal acreditar que muitos outros silêncios foram comprados. A bem do desenvolvimento, no less. Mas, talvez muito mais grave será o efeito que a destruição em massa da verdejante paisagem micaelense pelas Scut terá na Praia de Água d’Alto. A enorme obra, como todo seu aparato de máquinas e remoção de árvores e terras, está, actualmente, a desbravar algures atrás da falésia. Mas as recentes derrocadas são fruto da erosão normal do tempo, claro está. Não tem nada que ver uma coisa com a outra, pois, pois. A verdade é que as pessoas andam preocupadas e no Facebook foi criado um grupo ao qual aderiram mais de mil pessoas num fim-de-semana, numa louvável e expressiva iniciativa.

2) O PSD foi a votos e, democraticamente, escolheu o seu novo líder, Pedro Passos Coelho, que, estou certo, será o próximo Primeiro Ministro de Portugal. Aqui nos Açores, a campanha e o respectivo acto eleitoral tiveram lugar sem grandes ondas. Militantes houve que manifestaram abertamente o seu apoio a um dos candidatos (como foi o meu caso), outros houve que acharam por bem não o fazer e não o fazendo, é impossível a qualquer pessoa ou grupo concluir quem apoiavam. É matemático. Além de impossível, é irresponsável tirarem conclusões dessa natureza. As ligações perigosas fizeram o resto. É uma pena.

Finalmente, a playlist está actualizada.

05 junho 2009

Dia Mundial do Ambiente em Ponta Delgada

O Campo de São Francisco recebeu hoje uma bonita festa que celebrou o Dia Mundial do Ambiente. Estiveram presentes (quase) todas as Escolas do Concelho de Ponta Delgada que aderiram ao projecto Eco-Escolas, que apresentaram os trabalhos que fizeram ao longo do ano lectivo no âmbito daquele produtivo programa.

O dia ficou marcado por muita cor, juventude, animação, entretenimento, música, jogos, etc. Ao todo foram cerca de 500 crianças que encheram o Campo de vida.

De resto, será importante registar a sã e profícua parceria entre as entidades que organizaram este evento, nomeadamente a Câmara Municipal de Ponta Delgada e a Ecoteca de Ponta Delgada.

20 maio 2009

Ambiente - Contradições

Parece-me evidente que se está a entrar num estado de paranóia relativamente a legislação sobre Ambiente. A regulamentação é exagerada e as obrigações descabidas. Em muitos casos, a UE legisla de forma horizontal, ou seja de igual modo para todos as regiões, o que, frequentemente, resulta em legislação desnecessária, para não dizer, contraproducente.

Por outro lado e apesar disso, o Ambiente nos Açores é muito maltratado. Por exemplo, temos legislação do mais avançado no que toca a inspecções de aparelhos de ar condicionado, mas não temos legislação que se oponha a ataques devastadores à Natureza, como foi/é a Fajã do Calhau.

11 fevereiro 2009

Recolha Selectiva de Lixo em PDL?

(a foto foi tirada na minha saudosa casa de Nordeste)

Faz hoje, dia 11 de Fevereiro, exactamente 17 meses que falei aqui sobre o excelente exemplo do munícipio de Nordeste relativamente à recolha selectiva de lixo. Pois bem, as notícias do dia revelam que a Câmara Municipal de Ponta Delgada vai iniciar um programa piloto deste modelo (no âmbito já do Plano de Acção da Agenda 21) que tantos benefícios trás, desde logo, para o ambiente devido à redução drástica na utilização de aterros. Deseja-se que a experiência se transforme num programa efectivo e que a população faça a sua parte.

09 dezembro 2008

A Poluição dos Sacos de Plástico


A propósito deste excelente relato, recordo o tema do uso abusivo de sacos de plástico nas grandes superfícies comercias nos Açores.

Com efeito, parece que os caixas dos hiper são incentivados a não olhar a gastos no que se refere ao uso de sacos de plástico. Parece evidente que os funcionários recebem algum tipo de formação que os leva a dividir os produtos pelos sacos, consoante a sua natureza: congelados, frutas, produtos de higiene, carnes, peixes, etc. À primeira vista faz todo o sentido que se faça tal divisão, ninguém quer chegar a casa e notar que as maçãs têm um estranho odor a peixe.

No entanto, é necessário realçar o efeito que os sacos de plástico têm no Ambiente. Segundo parece, são produzidos cerca de 150 sacos de plástico por pessoa por ano (o número por si só tem muitos zeros). É evidente que desses, apenas uma minoria chega à reciclagem, a maioria acaba em lixeiras e dada a natureza do saco de plástico, muitos acabam por voar para os rios e mares. Como em quase tudo relacionado com Ambiente, este problema é deveras mais preocupante na China, onde até surgiu um nome para a poluição dos sacos de plástico: a poluição branca. Depois, temos que ter em conta a poluição que a produção dos sacos de plástico acarreta, pois utilizam combustíveis fósseis. Além de tudo isto há que registar que em média cada saco de plástico é utilizado durante cerca de 12 minutos, mas precisa de 300 anos para se decompor. Assustador.

O ideal seria não utilizar sacos de plástico quando vamos às compras. No entanto, uma solução intermédia é a reutilização. Para isso, existem sacos mais fortes capazes de aguentar várias idas às compras. E como em quase tudo, este tipo de mensagem só passa quando toca na algibeira, por isso é que o uso de sacos de plástico nas superfícies comerciais deveria ser pago.

13 outubro 2008

Está tempo de tremores de terra

Atingimos a metade do mês de Outubro e a temperatura ambiente está quente, demasiadamente quente, estranhamente quente. Por outro lado, a campanha eleitoral, apesar de ter aquecido um pouco nos últimos dias, está amena, normalmente amena, expectavelmente amena.

11 setembro 2008

Recolha Selectiva de Lixo em Angra

Foi com agrado que vi a notícia (vídeo) que Angra do Heroísmo vai implementar um sistema de recolha selectiva de lixo, semelhante àquele que já se pratica em Nordeste. Seria bom que todos os concelhos dos Açores começassem a pensar nos efeitos positivos que tal medida acarreta, nomeadamente e como é evidente, em termos de Ambiente, mas não só.

Pela parte que me toca, o bom hábito que ganhei enquanto munícipe de Nordeste, jamais desaparecerá. O problema é que agora tenho que me deslocar aos ecopontos mais próximos, o que, devo dizer, em Ponta Delgada não é díficil, pois os ecopontos estão bem espalhados pela cidade.

25 agosto 2008

Energia Solar em Nordeste




A boas práticas em termos de política ambiental no Concelho de Nordeste não se esgotam nos ecopontos familiares para recolha selectiva de lixo que se encontram em todas as casas (ou quase todas), o recentemente renovado Parque de Campismo da Feira, da Vila de Nordeste, convenientemente localizado ao lado da Ribeira do Guilherme e com uma envolvência ambiental de cortar a respiração, tem ao dispor dos campistas (além de muitas outras coisas) energia eléctrica que provém exclusivamente de painéis solares.

28 julho 2008

Alterações Climáticas




Ontem na magnífica cidade de Luxemburgo, a temperatura atingia os 30º, mas caía granizo com enorme intensidade.

09 julho 2008

Portugal e as Energias Renováveis


Sem reservas naturais de petróleo, gás natural ou carvão e sem optar pela energia nuclear, Portugal procura nas fontes renováveis uma alternativa para a produção de energia. A energia solar está cada vez mais próxima de ser viável economicamente, na última Feira de Industria Solar, que teve lugar em Munique, a ideia generalizada entre os especialistas era que o tão procurado sonho de "grid parity" - onde electricidade proveniente do sol pode ser produzida tão barata quanto pode ser comprada da rede - está apenas a uns anos de distância. E isto poderá ser muito bom não só para empresas, como para privados, que poderão produzir a sua própria energia e vender à rede.

Tendo estes factores em conta e fazendo uso da grande exposição solar que certas áreas do continente português têm, Portugal investiu, e bem, €237.6 millhões, na maior central fotovoltaica do mundo, na Amareleja, Alentejo. Espera-se que no final deste ano, quando estiver a produzir no máximo, esta central possa abastecer, de forma limpa, cerca de 30.000 casas.

Mas a opção pelas energias renováveis não se ficam pelo sol, na Póvoa do Varzim desenvovle-se um projecto para aproveitar as ondas do mar. Utilizando a tecnologia Pelamis, a central de conversão de energia de ondas em electricidade, será a base para o primeiro parque deste género a nível mundial e terá a capacidade para abastecer 20.000 casas.

Há ainda a aposta na energia eólica em Viana do Castelo que, com um investimento total na ordem dos €1.47 mil milhões, espera-se que venha a criar 1800 postos de trabalho directos na região e mais 5500 nos primeiros 6 anos de existência. Este enorme projecto prevê a construção de qualquer coisa como 7 fábricas e 48 parques eólicos que produzirão cerca 1200MW.

Como se vê Portugal está na vanguarda do melhor que se vai fazendo na Europa em termos de energias renováveis. Estas poderão ainda não ser tão rentáveis como, por exemplo, a energia nuclear, mas dão garantias de uma certa independência para o futuro incerto que se aproxima.
Para os que dispõem de outras fontes, como é o caso da Geotermia, é aproveitar e investir.

27 junho 2008

The World - Dubai


O aumento dos preços dos combustíveis não é mau para toda a gente. Por exemplo, a rapaziada do Dubai anda a investir os seus milhões a construir ilhas, já havia as palmeiras agora é o mundo. Diz que é environmentally friendly e diz que está na moda passar férias lá. Uma coisa é certa, eles podem fazer as ilhas que quiserem, mas o homem não consegue construir ilhas como os Açores. Mas eles tentam e constroem, nós pelo menos não devemos destruir.

21 junho 2008

Há quem não compreenda que...


Eu acrescentaria que não é só 'manifs', também blogues, ou qualquer outra forma de expressar a opinião.

Baixar o imposto sobre combustíveis não é solução, é apenas fuga para a frente.

11 junho 2008

Barril a 250

O director da maior empresa de energia do mundo, a Gazprom, fez uma declaração, que apesar de já não ser surpreendente, é preocupante. Alexey Miller afirma que no futuro próximo o barril de petróleo atingirá a fantástica marca de 250 USD. Pode-se falar em especulação, como é evidente, mas a conclusão que devemos chegar deve ser mais abrangente: todos nós temos que alterar o nosso estilo de vida, porque somos muito dependentes do petróleo e seus derivados. Teremos que forjar um novo paradigma de mobilidade, onde o automóvel privado não seja a peça central, tal como é hoje.

14 março 2008

Mau Ambiente

Quando se começa a estudar relatórios e estudos relativos às alterações climáticas, é impossível não ficar com um nó no estômago. A situação, como se sabe, não é irreversível e tal como o Relatório Stern mostrou, há até hipótese de retirar dividendos económicos da situação, se se souber agir em conformidade e a tempo. Uma coisa esse Relatório provou: sairá muito mais caro a não tomada de acções para reverter a situação ambiental.
Posso apenas comentar a situação na América Latina e Caraíbas, que apesar de ser da maior importância e merecer da Comissão bastantes recursos, não é, no entanto, a prioridade. A prioridade é Copenhaga.
Em 2007, o Painel Intergovernamental para Alterações Climáticas indentificou uma série de ameaças-chave: atlerações nos padrões de precipitação; o desparecimento de glaciares na América Latina que afectam significativamente os recursos de água para consumo humano, para a agricultura e para gerar energia. Mas também há que contar com a diminuição das colheitas agrícolas e de criação de gado, que terão consequências para as capacidades de exportação daqueles países, bem como para a segurânça alimentar e há ainda elevados riscos de perda de biodiversidade, devido à extinção de espécies nas zonas tropicais da América Latina.
Nas Caraíbas mais de 50% da população vive a menos de 1.5km da costa, o aumento do nível do mar, levará a inundações, tempestades, erosão e outros perigos para as zonas costeiras, afectando assim as infraestruturas e os ecossistemas, ameaçando os recursos piscatórios, que são o suporte de vida de comunidades inteiras. Nas Caraíbas também se sofrerá a falta de água, que será insuficiente nas épocas de seca.
Todos estes fenómenos terão um forte impacto nas economias, sendo as principais vitímas as populações mais vulneráveis, o que afectará definitivamente os esforços políticos que têm sido feitos para o desenvolvimento daquelas sociedades e para a irradicação da pobreza.
Os resultados das avaliações que a Comissão Europeia tem financiado mostram que a primeira área a trabalhar é a de ajudar as populações locais a encontrarem formas sustentáveis de utilização dos recursos naturais. Por outro lado, há a necessidade de assegurar que os Governos locais incluem completamente as questões ambientais nas suas estraégias e políticas relativas à redução da pobreza.
Esta é a realidade naquela parte do mundo apenas. Uma realidade comprovada com estudos e relatórios. A vontade da União Europeia em trabalhar conjuntamente com os países em questão é inegável e pode ser observada na quantidade de programas que são financiados, tanto na ajuda directa às populações, como na construção de infra-estruturas e na pesquisa.
Agora, há uma questão deveras importante: nós não podemos estudar os dossiês nos dias em que o Conselho reúne. O vai e vem de carros e motos da Polícia com as sirenes a abrir caminho para os líderes europeus, só levam à desconcentração. Sugeria que se reunissem no deserto e nos deixassem trabalhar em paz.

11 setembro 2007

Um Exemplo a Seguir


No Concelho do Nordeste todas as casas têm ecopontos familiares e é realizada uma recolha selectiva do lixo. E o mais importante é que todas as pessoas respeitam e cumprem.