01 fevereiro 2009

Freeport ou o espelho de um país

Seja qual for o resultado final do caso Freeport, haverá consequências que devem ser acauteladas no futuro. Se, de facto, vier a ser provado que Sócrates recebeu algum tipo de compensação para permitir a construção do Freeport, então teremos a descoberto aquilo que já vem sendo falado há muito, mas que ainda não tinha sido cabalmente demonstrado: que há corrupção ao mais alto nível; que o actual sistema partidário leva a que indivíduos cujas melhores qualidades são o logro e a capacidade de gerir influências, cheguem aos mais altos postos, em detrimento de indivíduos com qualidades essenciais para gerir um país. Porém, se por outro lado, se vier a demonstrar que Sócrates não é culpado, então, por um lado, fica claro que chegamos a um ponto em que vale tudo no jogo político e que a ética está definitivamente arredada da vida pública e, por outro lado, também prova-se que a Justiça em Portugal age com inquietante lentidão e que ninguém está imune a ver o seu nome arrastado para os jornais, pelas piores razões possíveis.

Em qualquer dos casos, a situação é deveras preocupante.

3 comentários:

Jordão disse...

Resumindo: isso é uma salada russa da pior espécie regada com molho inglês!
Como bombeiro queria acrescentar que: “onde há fumo, há fogo”, nem que seja minúsculo!

Anónimo disse...

vê aqui:

http://maislapas.wordpress.com/

pedro lopes disse...

Caro Jordão,

em jeito de provocação: asseguro-lhe que nem sempre o fumo é sinónimo de fogo. Senão vejamos, quando se abre a porta do congelador, vislumbra-se fumo, no entanto este nada tem de fogo (antes pelo contrário). Também nas cladeiras das Furnas há muito fumo, mas não se vêem labaredas. ;)

Contudo, há muitos factos neste "caso Freeport"...