Mostrar mensagens com a etiqueta Actualidade Nacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Actualidade Nacional. Mostrar todas as mensagens

22 maio 2009

Às Voltas


A cronista do regime, Cláudia Cardoso, escreve um interessante artigo no Açoriano Oriental, sob o título "Pides de trazer por casa", sobre o caso em que uma aluna gravou as obscenidades duma professora de História, em plena sala de aula. A dada altura, a deputada Cardoso escreve o seguinte, devidamente realçado em bold: “Os meninos da era digital transformam as suas capacidades técnicas em armas poderosas e perigosas. Com o embevecimento dos papás e sem a devida condenação social. Em que adultos se transformarão estes meninos quando deixarem os bancos da escola”.

Eu acrescentaria mais qualquer coisa, em que adultos se transformarão os meninos a quem é dado um cartão sob o slogan “TU PODES TUDO”?

06 maio 2009

"O lado oculto do país" by VB

O nosso caríssimo comentador Voto Branco enviou-nos um texto, para a caixa de correio do blogue, no passado dia 6 de Abril. Por razões difíceis de explicar, raramente consultamos a dita, pelo que só hoje vi o email. Portanto e com o devido pedido de desculpas ao Voto Branco, aqui fica o seu postal, que publico com grande satisfação:

"O lado oculto do país!

Os sucessivos governos são peritos em lançar medidas atrás de medidas, abrangendo todas as áreas sociais, ás quais nunca chegamos a saber os seus resultados práticos.

Ora vejamos,

O Ministério da Segurança Social e do Trabalho, lançou o Rendimento Social de Inserção (RSI), mais conhecido por rendimento mínimo, com o objectivo de diminuir as desigualdades sociais e permitir a todos os cidadãos uma vida digna.. Os resultados concretos nunca foram divulgados, a não ser o número de beneficiários que aumenta de ano para ano. Na prática o que esta medida proporcionou - em grande parte dos casos - foi o aumento das vendas de plasmas, LCD, antenas parabólicas, automóveis, motos, computadores e outros bens de primeira necessidade, continuando a aumentar as desigualdades entre ricos e pobres (alguns de espírito).

O mesmo Ministério lançou os Programas de Estágio na Administração Pública e Autarquias locais (PEPAP e PEPAL) de forma a auxiliar os jovens licenciados e não licenciados a entrar no mercado de trabalho. Os resultados desta medida nunca foram publicados, pois quase a totalidade desses estagiários ao final do ano de estágio voltou para o desemprego, já que nenhum ou quase nenhum organismo os pode integrar por falta de verbas, resultado da reforma da administração pública em curso. Na prática o que esta medida proporcionou foi diminuir por algum tempo as listas de inscritos nos Centros de Emprego e assim poder divulgar números “forjados” do desemprego.

O Ministério da Educação lançou os programas PER, PROFIJ e outros, todos com o objectivo de combater o abandono escolar e o insucesso escolar. Mais uma vez os resultados divulgados são apenas a dar conta da diminuição do número de alunos a abandonar o sistema de ensino. Na prática o que se constata é a quantidade absurda de jovens que não sabem ler, escrever e fazer contas óbvias, sendo que alguns deles acabam com um “canudo” debaixo do braço.

O Governo prometeu a cobertura a 100% do país das redes de banda larga, o facto é que pelos vistos alcançou mesmo os objectivos. Mas na prática chega-se ao cúmulo de algumas aldeias deste país terem acesso à Internet em banda larga mas não disporem de saneamento básico, isso sim, um equipamento que se traduz na melhoria da qualidade de vida de um país.

O Governo “adoptou” o Magalhães, esse belíssimo computador portátil, prometendo-o a todos os alunos do ensino básico por quantias irrisórias. Ainda não se conhecem os resultados práticos, mas já se sabe que está cheio de “bugs” e “erros de ortografia”. Nesta matéria o governo já está a perder, mas o jogo ainda não acabou.

Estes são alguns dos exemplos do lado oculto do país em que vivemos, trabalhamos e pagamos impostos!"

30 março 2009

Igualdade, sempre #2

Está outra vez na ordem do dia a discriminação positiva relativamente ao número de mulheres nas listas dos Partidos às eleições.

E, novamente, afirmo ser totalmente contra.

O único critério formal que deve nortear a escolha dos candidatos é a sua competência para o cargo a que concorrem.

A discriminação positiva encerra em si um desrespeito pelas reais capacidades das mulheres, pelo que deveriam ser as próprias as primeiras a exigirem a total igualdade.

Parece que todos concordamos num aspecto: queremos caminhar para uma sociedade onde cada indivíduo vale pelas suas acções e não pelas partes que fazem dele um todo, seja o género, a cor da pele, a idade, a religião, a naturalidade, etc. Discriminar, seja de que forma for, com base em alguma das anteriores, significa um passo atrás na direcção daquele cenário.

17 fevereiro 2009

Pró Caricato

Uma consideração apenas relativamente ao debate do prós e contras sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo, sobre um só dos intervenientes, Isabel Moreira [porque as cancios e co. lda. já conhecemos bem]. Aquela intervenção final, que há imensos casos de adolescentes que se suicidam porque o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é contemplado pela lei, logo a sociedade tende a discriminar, roçou o ridículo. Sem mais.

08 fevereiro 2009

Causas da Decadência

Um excerto do discurso Causas da Decadência dos Povos Penínsulares nos Últimos Três Séculos, que Antero de Quental proferiu na noite de 27 de Maio de 1871, na abertura das Conferências do Casino.

«Éramos mandados, somos agora governados: os dois termos quase que se equivalem. Se a velha monarquia desapareceu, conservou-se o velho espírito monárquico: é quanto basta para não estarmos muito melhores que os nossos avós. Finalmente, do espírito guerreiro da nação conquistadora herdámos um invencível horror ao trabalho e um íntimo desprezo pela indústria. Os netos dos conquistadores de dois mundos podem, sem desonra, consumir no ócio o tempo e a fortuna, ou mendigar pelas secretarias um emprego: o que não podem, sem indignidade, é trabalhar! Uma fábrica, uma oficina, uma exploração agrícola ou mineira, são coisas impróprias para a nossa fidalguia. Por isso, as melhores indústrias nacionais estão nas mãos dos estrangeiros, que com elas se enriquecem, e se riem das nossas pretensões. Contra o trabalho manual, sobretudo, é que é universal o preconceito: parece-nos um símbolo servil! Por ele sobem as classes democráticas de todo o mundo, e se engrandecem as nações; nós preferimos ser uma aristocracia de pobres ociosos, a ser uma democracia próspera de trabalhadores. É o fruto que colhemos de uma educação secular de tradições guerreiras e enfáticas.»

Apesar de não concordar com a premissa essencial do discurso, não posso deixar de achar este (e outros) excerto de uma actualidade deveras preocupante.

01 fevereiro 2009

Freeport ou o espelho de um país

Seja qual for o resultado final do caso Freeport, haverá consequências que devem ser acauteladas no futuro. Se, de facto, vier a ser provado que Sócrates recebeu algum tipo de compensação para permitir a construção do Freeport, então teremos a descoberto aquilo que já vem sendo falado há muito, mas que ainda não tinha sido cabalmente demonstrado: que há corrupção ao mais alto nível; que o actual sistema partidário leva a que indivíduos cujas melhores qualidades são o logro e a capacidade de gerir influências, cheguem aos mais altos postos, em detrimento de indivíduos com qualidades essenciais para gerir um país. Porém, se por outro lado, se vier a demonstrar que Sócrates não é culpado, então, por um lado, fica claro que chegamos a um ponto em que vale tudo no jogo político e que a ética está definitivamente arredada da vida pública e, por outro lado, também prova-se que a Justiça em Portugal age com inquietante lentidão e que ninguém está imune a ver o seu nome arrastado para os jornais, pelas piores razões possíveis.

Em qualquer dos casos, a situação é deveras preocupante.

24 dezembro 2008

Uma Prenda de Pacheco Pereira


Ler e ouvir o Pacheco Pereira gera dois tipos de reacções completamente diferentes. Por um lado é impossível ficar indiferente à forma pretensiosa como ele aborda as questões e as opiniões que não coincidem com a sua. Aliás JPP faz questão em deixar claro que se acha intelectualmente superior aos seus semelhantes, o que pode até ser verdade, mas não deixa de ser evitável (no mínimo). Por outro lado, de facto JPP demonstra ter conhecimentos profundos dos assuntos que aborda. E em estudos sobre Comunismo é uma das principais referências da nossa praça. Deste modo, é com agrado que leio textos como este, onde JPP, fazendo uso desse saber, desmonta os argumentos dos chamados intelectuais de esquerda. JPP tem uma enorme vantagem em relação a estes; é que (diz ele) não é de esquerda, mas conhece melhor que poucos as bases teóricas das ideologias socialista e comunista.

11 dezembro 2008

Frases Dignas de Registo

José Adelino Maltez n'O Diabo: "O 'Socratismo' é a demonstração da política de imagem, sondagem e sacagem."


Medina Carreira em entrevista à SIC-Notícias: "Somos um país de papagaios".

21 novembro 2008

Seis Meses sem Democracia ou a Realidade

Os membros eleitos do conselho de redacção (CR) da Lusa, órgão que tem por objectivo supervisionar o cumprimento das regras editoriais e deontológicas dentro da própria agência, estranham que os redactores de economia "tenham sido proibidos de utilizar a palavra estagnação para qualificar a evolução de 0,1 por cento prevista para o PIB português em 2009".

in Público (sem ligação) e no Correio da Manhã
via blogue Atlântico

19 novembro 2008

De Ditaduras


Aparentemente, um funcionário da EPUL reenviou a alguns dos seus colegas, por correio electrónico, uma imagem de Obama com a frase "Não vote em branco". Segundo notícias, a EPUL vai instaurar a esse funcionário um processo disciplinar com intenção de despedimento.

É uma situação tão disparatada que chega a roçar o ridículo. Estamos a falar de um email que não tem qualquer intenção racista, é apenas uma piada. Pode-se achar que é uma piada de mau gosto, mas não deixa de ser uma piada. Alguém dizia-me há dias que estamos entrando numa ditadura, na ditadura do politicamente correcto. E cada vez mais acho que ele tem razão.

03 julho 2008

Uniões entre pessoas do mesmo sexo

Já começam as vozes iradas contra as afirmações [corajosas] de Manuela Ferreira Leite em relação ao tema das uniões entre pessoas do mesmo sexo. Não concordo com todas as posições de MFL nesta matéria, mas num aspecto estou em total acordo: nomes diferentes devem ser atribuídos a situações diferentes e, por muito que não se queira, uma união entre pessoas do mesmo sexo não é o mesmo que uma união entre pessoas de sexo diferente. À última chama-se ‘casamento’, sempre assim foi, muito embora a definição de ‘casamento’ tenha sofrido mutações ao longo dos tempos, num aspecto nunca mudou, foi sempre entre pessoas de sexo diferente. Há, portanto, uma diferença fundamental, que deve ser reconhecida. No entanto, esta parece ser uma faceta de menor importância da discussão. Aliás, só posso compreender a insistência nesta parte da discussão no âmbito do cariz fortemente provocatório que certos movimentos assumem.

O mais importante devem ser os direitos e deveres e aqui estou em desacordo com MFL. Acho que não se deve discriminar ninguém devido à sua orientação sexual. Deste modo, nas uniões entre pessoas do mesmo sexo, os parceiros devem ter todos os direitos e regalias fiscais que têm os das uniões entre pessoas de sexo diferente. Aliás, penso que é algo que já vigora em Portugal.

Esta discussão só assume um nível verdadeiramente preocupante quando se fala em adopção, porque até aqui parece que com um pouco de bom-senso de ambas as partes pode-se atingir um consenso através de cedências de parte a parte. Mas a adopção já inclui na discussão uma terceira pessoa que, ao contrário dos membros dos casais [sejam de pessoas do mesmo sexo, ou de sexo diferente], não está na equação fruto dos seus próprios actos. Em relação à adopção devemos, portanto, ser muito prudentes. No entanto, não me foi ainda apresentado nenhum argumento suficientemente forte que me faça ser contra a adopção por parte de pessoas do mesmo sexo. Sejam pessoas do mesmo sexo ou de sexo diferente, o importante mesmo é que tenham a capacidade de educar a criança.

11 maio 2008

Ó(p)timo Acordo

Para ler, um artigo independente sobre o acordo ortográfico. Por muito que me custe, tenho que concordar com Saramago: não me parece nada descabido o acordo. E não é tanto pelas questões económicas, nem as buscas na internet, é porque a língua portuguesa é de facto desconcertante, tem regras que não lembram a ninguém e casos em que nem há regra, é simplesmente assim. A língua é viva, evoluiu e continuará a evoluir.

01 fevereiro 2008

O Nosso "Eng"



O "Eng" Sócrates que é tão criterioso com tudo, teve comportamentos fraudulentos? Se não, se de facto "a autoria e a responsabilidade de todos os projectos que assinou e a sua actividade profissional privada se desenvolveu sempre nos termos da lei”, então não é lá grande engenheiro, como se pode comprovar na foto.

26 janeiro 2008

Sacanas...pá!

Agora, vamos ver se isto dá em algo de concreto. Portugal pode ter muitos problemas e as razões porque temos um atraso crónico em relação à Europa são variadas. Mas a mais relevante talvez seja a Corrupção. Há outras, mas talvez estejam directa, ou indirectamente ligadas á Corrupção.

04 novembro 2007

Não surpreende...

...que um estudo diga que os portugueses são o povo mais desconfiado da Europa Ocidental. Uma das razões talvez seja porque o "povo" é obrigado a apertar o cinto e nunca vê resultados.

Já Mira Amaral entende que "estas estatísticas tornam evidente também o problema do Estado providência que não suporta indefinidamente os abusos de pessoas sem escrúpulos que recebem apoios sociais indevidos através de métodos fraudulentos".

Uma coisa é certa: este é um sentimento que se reflecte na economia.

05 outubro 2007

5 de Outubro

Oito séculos de monarquia


Quase um século de republica


Será um assunto digno de referendo? Digno de discussão, será de certeza.