09 maio 2009

Isto ainda vai acabar mal

Rua dos Mercadores. Não se trata de estar a favor desta ou daquela opinião. Mas o que lá se está a passar é a pura anarquia: peões sem passeios, automóveis sem faixa de rodagem, carrinhas e outros estacionados por tempo indeterminado (não há parquímetros, nem sinais de estacionamento proibido).
Passeiem pela baixa. Vejam com os vossos olhos. Exija-se bom senso.
Rua dos Mercadores. Não será irónico?

17 comentários:

José L. Cardoso disse...

O pior cobarde, é aquele que expõe um assunto mas não é capaz de omitir a sua opinião.

De que vale este post, sem uma opinião (fundamentada) do seu autor?

Este senhor Luís deve precisar que lhe afaguem o ego.

Luís Almeida disse...

A minha opinião está muito bem explícita no post. Não preciso fundamentar o que quer que seja. Negar que aquela situação é um problema, isso sim é cobardia.

Se V. é daqueles que vêm para aqui fazer contra-informação ou desinformação, desengane-se.

E cobardia, e egos, quem é V.?

E senhor Luís não. Luís apenas.

Saludos,

José L. Cardoso disse...

Senhor Luís (ou você é daqueles que diz que "o Senhor está no céu, eu sou só Luís"), vim cá de novo para ver se você tinha tido a coragem de assumir uma posição ou até uma solução para o "problema" que apresenta. Mas não. Você limita-se a remeter para o post.

A minha opinião é que esta rua deve continuar com trânsito automóvel. A falta de definição dos passeios foi um esquecimento que se pode tornar um problema. E há uma placa que proibe o estacionamento, mas permite as paragens (exactamente por ser uma Rua de Mercadores. Onde está a ironia?), por isso os parquimetros não se justificam.

Cobarde não sou, e o meu número de BI só o dou à autoridade e em serviços públicos.

Passe bem.

Voto Branco disse...

Caro Luís,
Eu, por mim, compreendi perfeitamente a sua posição, pois é exactamente igual à minha!
Eu acrescento, é da mais profunda ignorância fazer uma calçada portuguesa para automóveis.
Aplaudiria a obra se a mesma levasse a um aumento de pedestres no centro da cidade, a única forma de revitalizar o pequeno comércio local. A verdade é que isso não acontece, pelo contrário, temos ali uma verdadeira armadilha para os peões, que como eu, certo dia só não fui atropelado por mera sorte do acaso.
Rua dos Mercadores? Ou, Rua dos Acelaradores? Venha Sr.ª Berta Cabral fazer um passeio a pé pela Rua dos Mercadores e, depois logo sentirá a verdadeira adrenalina dos Rallyes, que estão tão na moda aqui na ilha...
Saudações

Urso de Coimbra disse...

E já agora por que raio havemos de ter aquelas passadeiras ILEGAIS na Avenida?

Luís Almeida disse...

Caro VB, nem mais.

Quanto ao comentador José L. Cardoso, onde é que quer chegar? Falou de cobardia por eu não expressar a minha opinião, escreveu alguém que me afagasse o ego, etc e tal. Mas onde é que V. quer mesmo chegar?

Por outro lado, é de uma tremenda coragem expressar que é a favor da passagem de automóveis naquela via de PD. O que eu fiz, no meu post quero dizer, segundo V. foi cultivar a dúvida e a discórdia. Karamba, não se percebe que a foto e a minha intenção dizem tudo?

Concluo uma vez mais: se a intenão é desinformar ou contra-informar, desengane-se.

Passe bem V.

Anónimo disse...

A Berta tem sempre razão !
Se ela quer assim, pois assim seja.
Amen !

José L. Cardoso disse...

Senhor Luís, quer então você dizer o mesmo que diz anónimo que me antecede.

Posso deduzir que você é contra esta obra Cabralina, e que a Câmara de Ponta Delgada teve mais uma decisão incompetente. É isso?

É que o comentador voto branco ao concordar consigo, diz com todas as letras que é frontalmente contra, mas o senhor insiste em esconder-se atrás de meias palavras.

Era aqui que eu queria chegar. Assuma-se contra a Dr.ª Berta Cabral, e eu assim já o percebo.

E já agora, qual a solução agora que o mal está feito?

Quanto ao seu ego, basta ler as suas postagens aqui neste bolg para perceber que você é um pretensioso.

Passe bem

Luís Almeida disse...

Caro José L. Cardoso,

Não vou delongar-me muito mais. Para discutir argumentos estarei sempre disponível, para responder a actos de má fé pouco sérios, não conte comigo.

No entanto cá vai a minha solução: retire-se o trânsito automóvel da rua dos Mercadores. Foi o que eu sempre quis dizer neste post.

Satisfeito? Passemos então a outra secção.

Discordar de uma decisão (uma decisãozinha apenas) é estar contra A, B ou C? E muito menos contra Berta Cabral. Lamento que a sua vivência não seja a minha, qual a mais madura, mas enfim. V. parece-se com os abrilistas que se julgam os mártires da democracia e da liberdade. Não vá por aí!

Mas sigo confirmando o que já disse: continuo interessando em debater consigo, mas não já aqui.

Os melhores cumprimentos,

PS-Ainda aceito desculpas sobre aquela do afagamento. ;)

Voto Branco disse...

Caros amigos,
Esclareça-se uma vez por todas que não tenho nada contra as obras cabralinas, nem cesarinas e nem qualquer outro tipo de obra, desde que essas obras sejam a favor e não contra a comunidade.
Eu sou a favor dos centros das cidades livres de circulação automóvel, com as obras da Rua dos Mercadores, Ponta Delgada podia ter dado o primeiro passo nesse sentido. Infelizmente - não sei qual o verdeiro motivo - não houve essa coragem! Perdem os já poucos comerciantes dessa artéria, bem como as pessoas que gostam de passear a pé. Portanto, não vejo qualquer utilidade de terem mantido o trânsito automóvel na Rua dos Mercadores.
Por outro lado, como refere o Urso de Coimbra, a C.M. de Ponta Delgada (prefiro assim, para não acharem que tenho alguma coisa contra a Sr.ª Berta Cabral) para acautelar os possíveis problemas com os "aceleras" colocou umas "montanhas russas" que são no minímo um atentado à segurança rodoviária, pois em caso de travagem de emergência, as lombas vão fazer com que o veículo perca tracção, fazendo que a distância de travagem se prolongue por mais distância, bem como fazer que a zona de impacto do veículo com a peão seja em zonas vitais (zona abdominal). Enfim, não me quero mais alongar sobre este assunto, mas de uma coisa tenho a certeza, o Sr. Vereador do pelouro do trânsito da CMPDL, ou é cego, ou então não percebe nada sobre questões de trânsito!
Saudações

Sérgio Santos disse...

Ao que parece, todos concordamos que ter a rua para que os peões possam circular à contade, é uma mais valia. O que parece não ser consensual é a questão da circulação.
Pois bem, eu sou da opinião que a Rua dos Mercadores como está, é uma má solução. Não chego ao ponto de achar que um dia haverá uma tragéria, mas acho que aquela não foi a melhor decisão. Acaba por não ser, nem um espaço para peões, nem um espaço para automóveis.
Posto isto, e visto que agora já está feito, parece-me que a melhor solução para o espaço seria criar uma faixa de circulação automóvel limitada por pinos (ou outra solução), sendo que, cada logista teria a chave do fino em frente à sua loja para poder estacionar.
Parece-me que, através desta solução veríamos o espaço dos automóveis limtado e o dos peões respeitado.

É apenas uma solução, creio que existirão outras, igualmente capazes de encontrar uma solução ideal para o espaço.


Gosto em lê-los

Pedro Lopes disse...

Bem, depois desta troca de galhardetes, só vou dar a minha opinião: acho que a Rua dos Mercadores é uma artéria importante da nossa cidade.

Não defendo que a fechem ao trânsito automóvel, pois é uma via que pode ajudar a desentupir o trânsito da Av. Marginal.

Claro que a calçada portuguesa que lá está, não é a mais indicada para a circulação automóvel, ainda mais por não haver um desnível entre o passeio (para peões) e a estrada (para os carros).

A solução que eu propunha, seria idêntica à feita há anos na Rua Machado dos Santos, ou seja, alargar os passeios, inviabilizando o estacionamento automóvel. Até porque existe o parque de estacionamento do Largo do TM.

Cumprs.

Luís Almeida disse...

Caro Sérgio,

é uma boa solução, mas cara, visto que o custo dos pinos é elevado. Eu sigo pensando que a melhor será restringir a rua ao trânsito automóvel. Ao fim de semana pode fazer-se a feira que fazem no relvão uma vez por mês, com regras claro, podem fazer-se espectáculos de rua, um lote de ideias simples e pouco dispendiosas. Eu quis chamar a atenção para isso.

E o título do post foi mesmo chamar a atenção para que se resolva a situação.

Voto Branco disse...

Caro Pedro,
"Não defendo que a fechem ao trânsito automóvel, pois é uma via que pode ajudar a desentupir o trânsito da Av. Marginal."! Ai, se o Marquês de Pombal o ouvisse...
O pensamento não deveria ser ao contrário? A avenida é que ajudaria a desentupir o trânsito da Rua dos Mercadores? ;)
Quem conhece Lisboa, sabe por exemplo o sucesso que foi o encerramento ao trânsito de algumas artérias do Bairro Alto...

Saudações

Anónimo disse...

Para fechar de vez este assunto; para que ninguém acuse ninguém de atacar esta ou aquela entidade; para que ninguém tenha dúvidas sobre o atentado à segurança pedonal naquela via; para que ninguém esteja a infringir normas básicas nacionais e comunitárias; de que é que estão à espera: cortem o trânsito de uma vez por todas !!!!!!!!

Anónimo disse...

Dahhhhh !!!!!!!!!!!!1

pedro lopes disse...

Caro "Voto Branco",

A Marquês de Pombal foi um Homem de vistas largas, é certo.

Mas quando eu defendo o não encerramento ao trânsito da dita rua, faço-o por ela poder contribuir para que quem quer ir para a zona do Largo de camões, não ter de se dirigir para as portas da cidade. Quem vem da zona norte da Igreja da matriz, escusa de ter de se dirigir para as portas da cidade. Também quem quer ir para o parque de estacionamento do largo do TM, não necessita entrar na Av Marginal. É essa a minha questão.

Por exemplo a solução apresentada pelo Sérgio, parece-me - tendo em conta a situação actual -, bastante sensata e, ao contrário do que diz o Luís, não creio que seja muito cara.
Creio que os pinos a que se refere o Sérgio, não são iguais ao pino descendente que existe na zona norte da Igraja Matriz. (e que tb existem no Bairro Alto para que os comerciantes e moradores a ele possam aceder)
A minha interpretação é que sejam uns pinos altos, unidos por cordões de ferro, e que delimitariam a zona para pedestres e para carros, possibilitando, ao mesmo tempo, o estacionamento provisório para cargas e descargas dos comerciantes daquela artéria.

Cumprs.