04 junho 2009

Começaram as eleições europeias ´09


As eleições para a escolha dos novos deputados para o Parlamento Europeu, começam hoje em dois dos 27 Estados-membros da União Europeia: Reino Unido e Holanda
Depois dos britânicos e dos holandeses, será a vez da Irlanda e da República Checa votarem amanhã, seguindo-se, no sábado, a Eslováquia, Letónia, Malta e Chipre.Os restantes 19 Estados-membros, entre os quais Portugal, realizam as eleições no domingo.

4 comentários:

RRG disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
RRG disse...

O comentário em cima era meu, e começava com "E"? Mas era para seguir perguntando se o debate nesses países tem sido feito com elevação suficiente, ou não?

Se os programas eleitorais dos partidos desses países são ou não elaborados?

É porque a impressão que tenho é a seguinte: estas eleições estão condenadas ao fracasso por várias razões, mas a principal é que os candidatos não podem prometer nada, porque não têm poder para quase nada uma vez no PE.

O PE não tem capacidade de iniciativa legislativa e só no processo de co-decisão é que tem uma palavra a dizer. Ora, entre 700 e muitos eurodeputados, nem os portugueses, inseridos nas famílias políticas europeias, nem, muito menos, os açorianos, podem fazer muito. Daí que quem debate assuntos muito concrectos nesta campanha está a ser demagógico.

Estas Europeias terão, assim, uma abstenção altíssima.

Quem exige que os candidatos falem sobre assuntos concrectos da política comunitária, está totalemte alheado da realidade política em que vivemos. E a utopia chateia tanto.

Luís Almeida disse...

Eu concordo que a abstenção domingo vai atingir níveis nunca antes vistos. A discussão em torno da Europa é neste momento uma montanha muito acidentada e periclitante. Talvez, apenas talvez, quando passar a grave crise ecunémica, digo, económica, é que falar-se-á novamente de um projecto europeu. Até lá, trabalhe-se.

Sérgio Santos disse...

Parece consensual que o poder do PE é demasiadamente limitado. Este é mesmo um dos assuntos que a União Europeia deverá resolver neste seu processo de crescimento. Tal como o facto dos cidadãos europeus não terem possibilidade de escolher quem é o presidente da UE, contrariando o intuito democrático e tão apregoado pela Europa. A única oportunidade que os eleitores europeus têm de votar directamente para um órgão da UE, é para o PE. Não o fazer, é voltar as costas à única possibilidade que, por enquanto, lhes é possibilitada.

Chegar ao ponto de desvalorizar estas eleições é, na minha opinião, apenas mais uma desculpa para voltar a tomar os eleitores como tolos, desinteressados e preguiçosos. Permitindo aos políticos fazerem a campanha que lhes interessa. A campanha que serviu de palco para testar o terreno para as eleições nacionais que se seguem. Diria ainda, começando a campanha mais cedo. A julgar pelo apoio disponibilizado a alguns candidatos e pelos conteúdos das intervenções, ninguém diria que se tratou de uma campanha europeia.

No fundo, o que os eleitores gostavam era de ter ouvido os candidatos falarem mais sobre o que pensam, ou qual a sua posição relativamente aos assuntos que dizem respeito aos portugueses, mas enquanto europeus. Assuntos como o alargamento, a possível entrada na Turquia, a criação de um exército europeu, o tão enxovalhado imposto europeu, entre outros assuntos realmente importantes para o futuro da europa e consequentemente, para o futuro dos portugueses. Não queriamos (pelo menos eu) frases ocas ou promessas que estamos habituados a que não cumpram. Queriamos ouvir opiniões, posições, posturas. Só assim saberiamos com qual concordariamos e a qual entregariamos o nosso volto no próximo domingo.
Como já é hábito, assistimos a mais uma machadada na tentativa de credibiliação da política em portugal, através da habitual troca se galhardetes, insultos, ofensas pessoais e acusações de envolvimentos em processos de investigação em curso.

Se valia a pena? Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.