Ouvi, hoje, numa conferência subordinada ao tema "A insularidade na Justiça", um ilustre natural da Região, com responsabilidades institucionais na sua classe profissional, intervir e defender, quase isquemicamente, a peregrina ideia de que deveria ser dada preferência aos naturais no preenchimento de funções técnicas atinentes àquela área, pelo simples facto de serem naturais, independentemente das respectivas qualificações, afastando-se "os colonizadores", sem mais, por muito capazes que os mesmos sejam.
Não crendo que algum dos presentes se tenha revisto no flamejante dito, nunca tinha ouvido tão grande desrespeito pelos nascidos nos Açores e pelas respectivas apetências intelectuais para o exercício de qualquer profissão, por maior grau de complexidade que ela tenha.
Talvez sejam ideias como esta que, como me referiu um professor universitário ali presente, façam com que haja dificuldade extrema, para não dizer impossibilidade, em fazer regressar à Região aqueles que se deslocaram lá fora em busca do complemento académico que impulsione as suas carreiras e que são, decididamente, necessários para o desenvolvimento regional, recorrentemente sustentados no argumento da incapacidade das condições tecnico-profissionais postas à sua disposição, incomparavelmente diminutas ou inexistentes.
Relembrando Eça de Queiroz, muito citado na conferência, a propósito do envio de "desembargadores" para calar as reivindicações das ilhas, será caso para dizer-se que os "desembargadores" afinal são de dentro, estão devidamente instalados e não podem ser exportados para a América.
Sendo de somenos a dita frase, qual é o sentimento da Região?
16 comentários:
Dar preferência aos "naturais" parece-me natural.
A preferência não quer dizer exclusividade. Nem a ideia de dar preferência excluí a possibilidade dos não nascidos nos Açores concorrerem aos lugares.
Muitos continentais, madeirenses, cabo verdianos, angolanos, brasileiros, ou outros, por vezes veem para os Açores por não terem possibilidades de trabalho nas suas terras de origem. Ora isso faz como que depois de alguns anos de trabalho se vão embora procurando trabalho mais perto dos seus lugares de origem. Esta situação pode fragilizar as estruturas ou serviços onde trabalham, pois ficam sistemáticamente sem empregados com experiência.
Ser natural dos Açores dá ao empregador uma garantia extra de permanência no lugar por mais tempo.
E recordo que a preferência não retira aos não naturais a possibilidade de se candidatar ao lugar. E mais, o empregador privado pode pensar assim sem ter de dar explicações a ninguém.
Será que se está a referir somente aos empregos públicos? É que nesse caso as Leis são nacionais. por isso não se preocupe tanto.
ISTO É QUE IMPORTA
haja dificuldade extrema, para não dizer impossibilidade, em fazer regressar à Região aqueles que se deslocaram lá fora em busca do complemento académico que impulsione as suas carreiras e que são, decididamente, necessários para o desenvolvimento regional, recorrentemente sustentados no argumento da incapacidade das condições tecnico-profissionais postas à sua disposição, incomparavelmente diminutas ou inexistentes.
Eu tambem assisti. quem o disse foi um advogado . E a frase não dar preferencia foi dizer que os lugares deveriam ser para nós por sermos de cá. o homem até parecia do PDA apesar de ser socialista e autarca lá na terra dele
pelo que verifico no meu dia a dia, a malta lá de fora, não nos trás nenhuma mais valia significativa relativamente aos de cá, muitas vezes até ... até. salvo os que gostam dessa terra, e que são lutam como se fossem dela, fora com os prepotentes mal intencionados.
Devia era ser proibida a presença de portugueses nos Açores. Devíamos fazer o que a França está a fazer aos ciganos. Puta da rua. Já faltou mais. Já sei que vem aí o comentário tipo "e se Portugal mandasse os açorianos que vivem na Península para os Açores?" Eu respondo: Bem vindos.
1.Que é feito do PDA?
2.Por que vaio vêm para cá portugueses a contravontade, ou pelo menos, sempre a falar mal dos Açores?
3.Porque não exportamos? O ar ficava menos nauseabundo. Não era? Lembram-se dos dias felizes que vivemos aqui no tempo dos "separatismos" e em que os portugas andavam escondidos e nem ao café iam?Saudades? Muitas.
Portugueses para a Rua.
Palhaços
é o meu dinheiro que sustenta esta terrinha de césares. Chupistas, terceiro mundistas, o que querem é touradas e rendimento mínimo. vão trabalhar. douvos a indpendencia já
Carissímo:
O quer o senhor dizer com a expressão: "... defender, quase isquemicamente..." ?
Cumps
Só excepcionalmente respondo a anónimos e muito menos explico a estruturação dos meus escritos ou a escolha de palavras, sobretudo porque escrevo de seguida e em torrente, saindo o texto quase mecanicamente, figuras de estilo incluidas. Aí, cada um tem o seu estilo e, no que a mim diz respeito, basta ler os posts para perceber tal. Abro excepção porque, como refiro no fim do post, o importante não é a frase nem sequer quem a proferiu (porque se assim o fosse eu escreveria o nome), nem o sentido que os anónimos comentadores pretendem. Importante é saber o que pretendem fazer os Açores com os seus recursos humanos, sejam eles constituidos por naturais ou por aqueles que escolheram a Região para viver porque, e julguei que resultaria claro do texto, todos os que aqui vivem são açorianos. Eu, nascido no continente, sou açoriano, tal como sou português, europeu ou benfiquista. São opções que resultam de aprendizagens e vivências e não da mera circunstância de um qualquer escrito num papel. Dizê-lo é um direito que assiste a quem profere tal frase e vale o que vale como direito inalienável de exercitar as "céluluas cinzentas", como diria Poirot. É essa a beleza da liberdade de expressão num regime democrático.
Posto isto, o, tão aparentemente sufocante, recurso estilistico à expressão pretendeu apenas e só significar "ênfase apaixonado"(aquele nozinho na garganta que nos causava, na juventude, a simples visão da nossa amada)que o autor da frase pôs no seu discurso (como é seu hábito), o que, quase tenho a certeza disso, o levou a proferi-la num enquadramento que permite, entre outras, esta interpretação, obviamente subjectiva, quiçá, errada, por deficiência própria na assimilação do discurso.
Não vale, pois, a pena entrar na literal expressão invocada que arroga como seu estado porque pode conduzir a uma indesejável hipoxia, essa sim bem mais grave e que não quereria me pesasse na consciência.
Cumps
Querias era ser açoriano. Vai pá tua terra.
Quanto a contas.Ou melhor, ao facto dos Açores serem sustentados pelos portugas, resta dizer, VÃO À MERDA SEUS CHULOS DOS EUROPEUS.Anteriormente chulos de África,Brasil, Madeira e Açores, o que lhes resta agora que perderam e perdem as colónias? Esmolas e bancarrota. Seus grandes chulos.
Em que CONTINENTE nasceu o José Gonçalves? Europeu, Americano, Africano, Asiático..? É bom que esclareça, pois não se conhece nenhum continente português. Que se saiba.
Em que CONTINENTE nasceu o José Gonçalves? Europeu, Americano, Africano, Asiático..? É bom que esclareça, pois não se conhece nenhum continente português. Que se saiba.
Os Açores para os Açorianos!
Há cada filho da puta a comentar este Blog!
Parabéns aos autores. Mas, que os canalhas cobardes que assinam anonimamente se desfaçam numa diarreia, no Jardim do Palácio de Santana. E que a última imagem que vejam na vida seja a das pernas da Tia Luísa!
E o presidente dos filhos de puta é:
"Continental que gosta de paisagens açorianas e detesta a família real açoriana."
Deves ser um grande balde de merda.
Enviar um comentário