23 março 2009

Coisas que aborrecem

Já há muito tempo que estou para escrever sobre este assunto: passadeiras rolantes no Parque Atlântico.

Não tanto como os chicos-espertos que estacionam indevidamente nos lugares destinados a pessoas com deficiência, o uso das passadeiras rolantes no centro comercial é sintomático da forma de estar na vida do nosso povo. Desde logo, o facto de se chegar à passadeira e parar é o cúmulo do comodismo. No entanto, admito que assim se faça, aliás pouco me diz, pessoalmente. Agora, é inadmíssivel quando as pessoas colocam-se lado a lado, ocupando o espaço de passagem para aqueles que têm mais que fazer. É um exemplo acabado do "quero lá saber dos outros". Noutros países, não diria mais evoluídos, mas diferentes, há o hábito das pessoas encostarem-se a um dos lados. Será necessário o João Catatau escrever um Código para o uso de passadeiras/escadas rolantes?

Noutra ocasião veremos o sundaydriverismo...

10 comentários:

CAVP disse...

Ainda agora falavamos nós sobre a instituição de uma disciplina que incidisse sobre a ética, a cidadania, o civismo, a politica, etc...

MAs já agora partilho contigo o segredo, não muito bonito confesso, para gerir essas situações nas referidas passadeiras.

Quando confrontado com tal situação em que dois inergumos se colocam lado a lado bloqueando a passagem aos demais, o truque é apontar, e andar rapidamente contra eles...atenção...há que "bater" com os pés no chão para os assustar...resulta sempre!

Claro que poderiamos falar aqui do "Olhe, desculpe, com licença..." mas a certa altura ainda alguém se confundia e ficava com a ideia de que nos estaria a fazer um favor!!!!!

Ainda ontem me aconteceu isso...e só porque o amigo queria estar agarrado ao rabo da mulher/namorada, etc!!!!!

Voto Branco disse...

Caro Rui,
A preguicite aguda é uma doença que afecta grande parte da nossa sociedade. Basta ver a quantidade de cidadãos encostados às paredes desta cidade.
A educação então, já nem vale a pena comentar! Não se sabe respeitar nem se dar ao respeito.
Por isso eu digo que se não houvesse um Estado instituido, viveriamos como os macacos, pois não saberiamos viver em comunidade!
Peço desculpa se ofenderei alguém, mas o problema está na educação que alguns "paizinhos" dão aos seus filhos. Vou contar uma pequena história, a qual se passou nesse mesmo shopping. Estava eu a tomar o meu café da praxe e à minha frente estava um casal acompanhado pela sua filha adolescente. Não pude deixar de reparar, que enquanto tomavam a sua refeição, a adolescente tinha numa mão um hambuger e noutra o telemóvel, no qual "teclava" ofegantemente! E os pais? Nem uma palavra para a repreender. Não é preciso ser-se católico para que se considere que a hora da refeição seja uma hora sagrada!
Com situações destes, podemos facilmente chegar à conclusão que as crianças e adolescentes crescerão sem bons exemplos de educação e respeito pelo próximo, e tornar-se-ão em adultos egoistas, preguiçosos e mal educados!
Saudações

Legoman disse...

Ui, as passadeiras rolantes...
Eu nestas situações costumo pensar em como será viver no Canadá, nos países nórdicos, na Suiça, etc... Geralmente, quando me acontece respiro fundo e penso nisso.
No outro dia estava a jantar com um grupo de amigos e uma pessoa referiu que tinha ido a Lisboa e que tinha reparado que nas passadeiras rolantes a malta andava encostado à berma. No primeiro instante não percebeu a razão, só qdo alguém atrás dela lhe pediu licença é que percebeu.
Infelizmente, a passadeira rolante está no grupo dos sacos de plástico do hiper, nas luzes do automóvel quando chove, nos piscas, no "por favor" e "obrigado", etc etc... Infelizmente continua-se com o dont worry, be happy e vai-se sobrevivendo nesta selva desorganizadamente organizada.

cumps

pedro lopes disse...

É isso mesmo, amigos.

Nestas pequenas coisas e gestos, se pode avaliar o grau de civismo de uma sociedade.

O comentário do "Voto Branco", remete-me prá entrevista de Medina Carreira, quando este afirma que a solução para o país ser "salvável", seria começar tudo de novo, "desde a educação dos meninos na primária". Realmente com maus remendos, não vamos lá!!

Outra situação clássica nas estradas de S. Miguel, é a dos condutores (alguns, poucos felizmente) que teimam em conduzir pela faixa da esquerda e, quando alertados pela presença de um carro que os quer ultrapassar, fazem o clássico gesto do: "passa por cima". (Ó Rui, aqui o joão cacatau dava um bom auxilio!) :)

Enfim, é ir levando....caso contrário o stresse ataca.....-nos

Fiat Lux disse...

São daquelas pequenas coisas que irritam.Mas nem é preciso chegar ao "vanguardismo" das escadas rolantes.
Basta andar nos "amplos" passeios de P.Delgada.
Acontece exactamente o mesmo.
As pesoas vêm lado a lado (Ás vezes vêm três, quando o passeio o permite) e não arredam pé.
Costumo pura e simplesmente parar, até que um deles se desvie. Mas fazem-no com muita má vontade.
A alternativa é a pessoa saltar para a rua e ser atropelado por um carro.

Anónimo disse...

ATENTADO AMBIENTAL NO PORTO FORMOSO

A Câmara da Ribeira Grande pretende construir balneários totalmente desenquadrados da paisagem da Praia dos Moinhos!

Não deixem destruir mais uma das nossas belezas naturais!

Quem não concordar com o projecto deve assinar a petição a pedir a reformulação do referido projecto

http://www.peticao.com.pt/sos-porto-formoso

pode ver o projecto aqui:

www.acasadamosca.blogspot.com

CAVP disse...

Se começarmos aqui a discorrer sobre a falta de civismo na nossa sociedade local corremos o risco de tornar este o post com mais comments de toda a internet...

Os macacos da povoação são mais organizados e respeitam mais o espaço dos outros do que as pessoas que andam pelas ruas...

Hoje a certa altura tive de mudar de passeio tal era a quantidade de "escarro" no chão...nunca vi situação tão nojenta quanto esta!

Mas julgo que a pior das situações, e sintomáticas da nossa situação, é quando temos a cordialidade de "deixar passar à frente" alguém de idade e vemos duas situações: a pessoa de idade fica estupefacta com a simpatia a que não está habituada; atrás de nós há alguém que reclama por o termos feito poruqe filas são filas...

Isto para não falar quando se está nos semáforos e o marmanjo de trás já começa a apitar enquanto o sinal ainda está vermelho...

São tantas...

Menina da Rádio disse...

e também gosto daqueles que páram a conversar imediatamente à saída da passadeira/escada rolante...

Anónimo disse...

E as mulheres que nunca param nas passadeiras para deixar passar os peões!? P... de mer..!

Voto Branco disse...

Meus amigos,
Pois é meus amigos, daqui a nada chegaremos à triste conclusão que afinal os ingleses têm razão quando nos consideram "porcos", "mal educados" e "sem maneiras"...
Eu já estou como aquele médico que certo dia ao atender uma criança que era fanhosa, e respondendo à mãe da criança que lhe tinha perguntado que solução havia para o filho, respondeu: "este já não tem solução, vamos mas é tratar de fazer outro!"