Foi inaugurado o novo Hospital de Angra do Heroísmo. A nova unidade estende-se por uns impressionantes 50 mil metros quadrados, tem 240 camas e 46 gabinetes que permitirão realizar mais de 130 mil consultas por ano. O Hospital, que foi construído através duma parceria público-privada, estava inicialmente orçado em 65 milhões de euros, mas a verdade é que vai custar muito mais. O Presidente do Governo, Carlos César, disse na inauguração, que o custo final seria afinal de 139 milhões de euros. Mas o Tribunal de Contas diz que o Hospital vai custar nada mais nada menos que 378 milhões de euros. É uma derrapagem muito grande, uma derrapagem de mais de 580%.
Mas estamos a falar dum Hospital, uma valência que é essencial para qualquer sociedade. Certamente, Angra precisava dum Hospital novo, não sei, acredito que sim. A questão que se coloca aqui é se havia necessidade de um hospital destas dimensões. A resposta a esta questão deve ser dada de acordo com o momento em que vivemos. O momento de crise profunda em que os cidadãos andam a pagar, com os seus impostos, os exageros, desmandos e equívocos que foram cometidos por anteriores governos, que sempre se preocuparam mais em fazer obra para poderem aparecer na televisão a cortarem a fitinha da inauguração. Neste contexto, a resposta a esta questão é não. Não, não havia necessidade, nem sequer tínhamos capacidade financeira para fazer um hospital desta dimensão e com este custo. São 378 milhões de euros que devem ser somados aos 1.2 mil milhões de euros que custaram as SCUT e a tantas outras dívidas que este governo nos deixa e que vamos ter que pagar nos próximos 30 anos.
E isto não se trata apenas de uma opinião pessoal. O Tribunal de Contas, essa entidade equidistante que chumbou, por exemplo, o concurso das mini-bus em Ponta Delgada, chumbou também a intenção do governo regional fazer um centro de radioterapia nos Açores, dizendo simplesmente que não temos dinheiro para isso. Mesmo assim, o secretário da Saúde garantiu que vai avançar com o centro em Ponta Delgada e, pior ainda, o novo hospital de angra está também preparado para ter um centro de radioterapia. Ou seja, o Tribunal de Contas diz que não temos sequer dinheiro para um centro de radioterapia, mas ainda assim o governo, naquela ânsia eleitoralista de agradar a todos, micaelenses e terceirenses neste caso, diz que vai fazer dois duma vez. Uma irresponsabilidade. Mais uma para depois termos que pagar com juros e com os nossos impostos.
O novo Hospital de Angra tem condições de excelência, disse a directora clínica, acrescentando depois que só faltam agora os profissionais. Isto diz tudo. Gastaram-se centenas de milhões de euros apenas para se ter um edifício gigantesco e agora não temos como o equipar porque não temos meios para isso. É perfeitamente inacreditável como já toda a gente percebeu que não temos dinheiro para este tipo de megalomania, que depois serão todas pagas com muito esforço no futuro por todos nós, e o governo socialista insiste em as fazer! É o pesadelo José Sócrates revisitado aqui nos Açores.
Confrontado com a questão de se fazer uma obra desta dimensão num quadro de enorme endividamento do sector e em que os hospitais da região estão todos em falência técnica, vem o Secretário Regional da Saúde afiançar-nos que tudo vai correr bem a partir de agora porque o governo vai passar a gastar menos nos custos hospitalares. Como é possível acreditarmos nisso, se este novo hospital é muito maior e tem muito mais valências e equipamentos que o anterior? Isto é matemática simples, um hospital muito maior, exige também gastos muito maiores.
O problema deste governo socialista nos Açores e de outros, como o de Sócrates no continente, é que governa para as aparências e tendo apenas como objectivo a reeleição. Por isso não são verdadeiros e não governam de acordo com as reais necessidades das pessoas, mas sim para alimentar sonhos e vender ilusões. E se isso funcionou durante anos, agora, que o momento de se pagar chegou, as pessoas perceberam que são precisos outros actores e outras soluções. No continente, por exemplo, e apesar de todas as medidas impopulares, Passos Coelho está com a popularidade em alta, porque já se percebeu que está a seguir um caminho de responsabilidade. Aqui nos Açores, a tendência é também a mesma: uma mudança para a responsabilidade.
Mas estamos a falar dum Hospital, uma valência que é essencial para qualquer sociedade. Certamente, Angra precisava dum Hospital novo, não sei, acredito que sim. A questão que se coloca aqui é se havia necessidade de um hospital destas dimensões. A resposta a esta questão deve ser dada de acordo com o momento em que vivemos. O momento de crise profunda em que os cidadãos andam a pagar, com os seus impostos, os exageros, desmandos e equívocos que foram cometidos por anteriores governos, que sempre se preocuparam mais em fazer obra para poderem aparecer na televisão a cortarem a fitinha da inauguração. Neste contexto, a resposta a esta questão é não. Não, não havia necessidade, nem sequer tínhamos capacidade financeira para fazer um hospital desta dimensão e com este custo. São 378 milhões de euros que devem ser somados aos 1.2 mil milhões de euros que custaram as SCUT e a tantas outras dívidas que este governo nos deixa e que vamos ter que pagar nos próximos 30 anos.
E isto não se trata apenas de uma opinião pessoal. O Tribunal de Contas, essa entidade equidistante que chumbou, por exemplo, o concurso das mini-bus em Ponta Delgada, chumbou também a intenção do governo regional fazer um centro de radioterapia nos Açores, dizendo simplesmente que não temos dinheiro para isso. Mesmo assim, o secretário da Saúde garantiu que vai avançar com o centro em Ponta Delgada e, pior ainda, o novo hospital de angra está também preparado para ter um centro de radioterapia. Ou seja, o Tribunal de Contas diz que não temos sequer dinheiro para um centro de radioterapia, mas ainda assim o governo, naquela ânsia eleitoralista de agradar a todos, micaelenses e terceirenses neste caso, diz que vai fazer dois duma vez. Uma irresponsabilidade. Mais uma para depois termos que pagar com juros e com os nossos impostos.
O novo Hospital de Angra tem condições de excelência, disse a directora clínica, acrescentando depois que só faltam agora os profissionais. Isto diz tudo. Gastaram-se centenas de milhões de euros apenas para se ter um edifício gigantesco e agora não temos como o equipar porque não temos meios para isso. É perfeitamente inacreditável como já toda a gente percebeu que não temos dinheiro para este tipo de megalomania, que depois serão todas pagas com muito esforço no futuro por todos nós, e o governo socialista insiste em as fazer! É o pesadelo José Sócrates revisitado aqui nos Açores.
Confrontado com a questão de se fazer uma obra desta dimensão num quadro de enorme endividamento do sector e em que os hospitais da região estão todos em falência técnica, vem o Secretário Regional da Saúde afiançar-nos que tudo vai correr bem a partir de agora porque o governo vai passar a gastar menos nos custos hospitalares. Como é possível acreditarmos nisso, se este novo hospital é muito maior e tem muito mais valências e equipamentos que o anterior? Isto é matemática simples, um hospital muito maior, exige também gastos muito maiores.
O problema deste governo socialista nos Açores e de outros, como o de Sócrates no continente, é que governa para as aparências e tendo apenas como objectivo a reeleição. Por isso não são verdadeiros e não governam de acordo com as reais necessidades das pessoas, mas sim para alimentar sonhos e vender ilusões. E se isso funcionou durante anos, agora, que o momento de se pagar chegou, as pessoas perceberam que são precisos outros actores e outras soluções. No continente, por exemplo, e apesar de todas as medidas impopulares, Passos Coelho está com a popularidade em alta, porque já se percebeu que está a seguir um caminho de responsabilidade. Aqui nos Açores, a tendência é também a mesma: uma mudança para a responsabilidade.