20 setembro 2008

Um Exemplo

O eurodeputado Duarte Freitas enviou à Comissão Europeia um pedido escrito para que o regime especial de gestão de recursos, semelhante ao que há para o Mediterrâneo, seja implementado para as RUP. É uma excelente iniciativa. Os Açores, com a sua dependência do sector piscatório têm certamente razões mais que suficientes para que tal pedido seja deferido. As possibilidades de ser aceite aumentam exponencialmente porque inclui as Canárias, que têm uma influência importante dentro da Comissão. Porque, se tal não fosse o caso e, pior ainda, se esse pedido fosse contra os interesses dos espanhóis, então dificilmente teria sucesso. A não ser que os Açores tivessem uma relação a sério com a União Europeia, em geral, e com a Comissão Europeia, em particular. Como aqui disse há poucos dias: há formas e meios, basta querer.

2 comentários:

Anónimo disse...

que formas e meios? há alguém nos Açores que conheça como funciona a Comissão? Além dos eurodeputados, que estão lá, cá não há ninguém.

ps: bom som.

pedro lopes disse...

Caro anónimo, embora o post não seja da minha autoria, permita-me que lhe responda;

no mandato que agora termina, este Governo Regional criou, e bem, uma Direcção Regional dos Assuntos Europeus e Cooperação Externa, comandada pelo Dr. Rodrigo Oliveira que, estou certo, conhecerá bastante bem os meandros e o funcionamemnto da Comissão Europeia. Este, foi já um primeiro e importante passo, possibilitando uma crescente aproximação a Bruxelas, e um melhor e mais sólido acompanhamento das politicas Europeias que possam, de algum modo, dizer respeito aos Açores.

Claro que os deputados Europeus Açoreanos - como demonstra o post do meu colega Rui -, também devem tomar iniciativas que defendam os interesses dos Açores e, mais importante, reconheçam as suas particularidades e fragilidades.
Só assim poderemos permanecer sob a capa das RUP, e continuar a demonstrar, em Bruxelas - no nosso maior e mais importante centro decisor, e quem mais dinheiro nos tem dado, através dos vários programas e fundos comunitários -, que merecemos uma descriminação positiva, por estarmos no extremo Ocidentalç da Europa, no meio do Atlântico Norte.

Já agora devo acrescentar, caro anónimo, que autor do post que agora comento, também conhece, por dentro, o funcionamento da Comissão....e ele está cá.

Quanto ao som - tb escolha da sua autoria -, estamos ambos de acordo.

Cumprimentos.