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14 setembro 2011

A Fabulosa História do Site de Turismo dos Açores

Este deve ser o site mais fantástico que jamais foi feito. Com valores destes, este site é capaz de funcionalidades tão geniais como ir buscar o seu café. Além do mais, vem incrustado com os mais belos diamantes do mundo e é pintado à mão na mais preciosa filigrana.

Ora então, em 26 de Fevereiro de 2009 foi adjudicada à Icon Medialab a produção do site por 150.000€, com um serviço de manutenção que custava 1,000.000€ (sim, é um milhão).
Passados alguns meses, a 16 de Setembro, foi adjudicada à Market Iniciative a produção de conteúdos para o dito site por 23.742€.

Já este ano, a 24 de Março foi a vez da Pangemédia receber a bela incumbência de "webdevelopment"  para o site. Valor: 175.940€

Finalmente, no passado dia 9 de Setembro, foi a Morfose (e veja-se bem como esta empresa é competente nisto de fazer sites, veja-se o site dos próprios) que ficou responsável por fazer uma data de coisas no site pelo valor de 64.686€.

O somatório fica para quem o quiser fazer. Da minha parte fica só a dúvida sobre se há alguns relacionamentos familiares entre os donos de algumas dessas empresas e as pessoas ligadas à Presidência do Governo regional.

25 fevereiro 2011

Governo Regional: os Açorianos exigem respostas


A questão das transferências do IRS está a deixar o governo regional dos Açores numa posição muito pouco cómoda e à qual tem que reagir. Teixeira dos Santos acha que são os governos regionais que devem pagar os 5% de IRS às autarquias. Depois de ter sido obrigado, por ordem de tribunal, a pagar, Teixeira dos Santos decidiu reter o mesmo valor nas transferências para os governos regionais. O Governo da Madeira já tinha criticado Teixeira do Santos, por este “cortar nas receitas da região no mesmo montante transferido para as autarquias.” Em Dezembro, Sérgio Ávila dizia não ter conhecimento de congelamento de verbas nenhumas. E agora? Continua a desconhecer uma retenção de mais de 5 milhões de euros, por parte de Lisboa, nas transferências para a região?E não queremos ouvir o PS-Açores. Queremos ouvir é o Governo regional dos Açores.

Ainda por cima, o PS Açores chumbou um voto de protesto, que tinha sido apresentado pelo PSD na ALRA, contra a não transferência dos valores de IRS para as Autarquias. A pérola é a justificação: "serenidade e bom senso". Então, na questão da remuneração compensatória, foi o que se viu por parte do PS-Açores. Qualquer reacção era um ataque à Autonomia dos Açores, num comportamento claramente agitador e de tensão. Agora, que o governo de Sócrates (quem sabe já numa reacção à questão da remuneração compensatória) corta aos Açorianos dinheiro que é nosso, aqui sim, num claro ataque à Autonomia, o PS-Açores põe-se à defesa e fica com medo de reclamar o que é dos Açorianos, por direito.

Os socialistas que ocupam o governo regional dos Açores têm que compreender que, antes de mais, estão aqui é para defender os Açorianos e não para fazerem jogadas palacianas internas do PS.

15 dezembro 2010

César e os seus 3700 funcionários contra todos Açorianos

Como não poderia deixar de ser, o Representante da Republica vetou o absurdo que era o regime compensatório. E a sua declaração de veto é simplesmente certeira. E não vale a pena levantarem os habituais fantasmas do centralismo e tudo mais, que isso é fugir ao assunto, comprovando apenas que a medida é errada e discriminatória.

Vejamos alguns pontos da declaração do Representante da Republica:

2. Antes de mais, quero fazer a precisão de que a minha discordância, expressa neste veto, não se dirige ao Orçamento, qua tale, que esse não discuto, mas apenas à norma do artigo 7º. do diploma que o aprovou e que cria uma … “remuneração compensatória

4. (...) Os órgãos de Governo Regional agiram aqui no desenvolvimento e na efectivação de um compreensível impulso de protecção dos seus funcionários mais carenciados e afectados pelo corte salarial decretado no Orçamento Nacional. Só que isso é uma parte da realidade, que sendo relevante, silencia ou despreza a outra parte da realidade nacional envolvente. Na verdade, afronta injustificadamente as situações paralelas e similares dos funcionários atingidos pelo rigor do orçamento nacional, alguns dos quais a prestar serviço na Região, e bem assim, muitos dos funcionários da Administração Local.
Enquanto a medida discriminatória e profundamente injusta, se não mesmo de incompreensível egoísmo.

5. E não vale argumentar com a penosidade do trabalho nos Açores, pelo isolamento, pela onerosidade que a distância agrava, enfim por aquilo a que vulgar e repetidamente se chamam os preços, os custos e os sacrifícios da insularidade. Tudo isso é exacto, mas aceitável e atendível noutros planos, onde, aliás há muito se vêm praticando efectivamente medidas de compensação, protecção, apoio e incentivo de efeitos mais generalizados e abrangentes.

6. Nem se diga que a remuneração compensatória não custa um cêntimo ao Orçamento Nacional ou ao contribuinte continental. É uma afirmação superficial e de validade apenas formal.
Mas também não pactuamos com a queixa e o lamento de séculos, que, por isso mesmo já entrou no imaginário político açoriano, de que tudo o que de nefasto acontece nos Açores é fruto de um centralismo cego e anacrónico. Não se nega a existência esporádica de motivações centralistas e preconceituosas. O centralismo existe, efectivamente. E curiosamente, e por ironia, alimenta-se de situações como esta.

7. (...) Não é uma mera situação de dificuldade conjuntural e transitória que podia consentir ou justificar tratamentos e soluções diferenciados que a própria dimensão da Autonomia legitimaria.
Não é disso que se trata. Trata-se antes de uma situação de catástrofe nacional, da responsabilidade de muitos – ou de todos – ao longo dos tempos que pode arrastar Portugal para o descrédito, a miséria, a bancarrota.
(permita-me o Sr. Representante fazer uma correcção, é que esta situação de miséria está a acontencer devido mesmo só a alguns, aos que estão há 15 anos seguidos no poder, o PS. No continente desde 1995, com um intervalo de 2 anos e aqui nos Açores desde 1996).

Insistir nesta medida será uma irresponsabilidade, um absurdo. É mais que evidente, e temos dizer as coisas com as letras todas, esta medida era para proteger alguns boys que já ganham bem e que trabalham para o Governo. É para isto que queremos fazer uma guerra com o continente?!? Imagine-se cada vez que Bruxelas puxa as orelhas a Portugal sobre maus gastos, se se pensasse logo em centralismos e independências! Se se queria amenizar os efeitos da crise nos Açores, porque não aprovar a proposta do PSD de redução do IRS que abrangia todos por igual? Eu respondo. Porque não. Porque o PS faz política pequena. É do contra, porque sim. Pronto.

Para mais, este PS defensor da Autonomia não pega. Foi este mesmo PS que abandonou a sala da Assembleia na altura da votação dos símbolos heráldicos da Região! Porque na altura era o que mais lhes convinha. Agora convém fazer isto. É tudo conveniências. O objectivo é só ajudarem-se a si próprios. Porque o PS-Açores aprovou o Orçamento de Estado para 2011, mas é o primeiro a não cumprir.

Carlos César está cada vez mais sózinho. É um agonizante definhar, em que parece que já percebeu que vai cair, mas que vai levar consigo os Açorianos. Neste caso, claramente, tentou fazer o que sempre fez, dar um extra aos seus, mas a situação virou-se contra ele. Este tipo de problema já foi diagnosticado há muito tempo por Platão n'A Republica: "o tirano precisa de identificar - ou de fabricar - um inimigo comum ao seu povo, para se manter no poder, ou reforçá-lo."

Os Açores, os Açorianos, não mereciam isto!

08 dezembro 2010

Ab alio spectes alteri quod feceris

«Com este PS os portugueses aprendem que os interesses do Estado se confundem com os interesses daquela organização de imbecis e cretinos. Dos muitos abusos e desmandos, agora é dentro do próprio PS que desmandam uns aos outros... Quando se criam e alimentam seres vorazes e sem regras, mais cedo ou tarde, as criaturas mordem até as próprias mãos de quem os criou e alimentou!! Carlos César, ex jornalista de mediocre carreira, nascido nos Açores em 1956, é agora presidente da região autónoma dos Açores.»


«Carlos César usa um truque de que Alberto João Jardim costuma abusar: uma crítica, uma frase desfavorável ou, até, uma admoestação de uma autoridade da República - ou mesmo um reparo de qualquer outra entidade... -, dirigida ao presidente do Governo Regional ou à sua governação, transforma-se, num ápice, num ataque "ao povo da Região Autónoma". O líder confunde-se, assim, com o povo, que lhe serve de escudo humano contra as observações do "cubano" (nas palavras de Jardim), do poder central ou do cidadão continental. É uma mentalidade muito mais colonialista, no complexo de inferioridade que demonstra, do que aquela que esta atitude dos líderes regionais pretende denunciar. E é, sobretudo, a aplicação de um ensinamento de Platão na sua A República: o "tirano" (neste caso, o líder) precisa de identificar - ou de "fabricar" - um inimigo, comum ao seu povo, para se manter no poder, ou reforçá-lo.»

E o PS o que diz?
«Vital Moreira considera a decisão "politicamente inaceitável" e rotula-a de "infeliz episódio"; Renato Sampaio sustenta que "devia haver um pouco de pudor"; Vítor Ramalho diz que a posição "não tem justificação"; Ana Paula Vitorino classifica a excepção de "pouco razoável"; Vera Jardim admite que não "simpatiza nada" com estas medidas; Strech Ribeiro sente-se incomodado; e Miranda Calha acrescenta que "não [lhe] parece bem" a decisão do executivo regional socialista.»

29 novembro 2010

Endividar, a História Recente dos Açores.

A semana que passou ficou marcada pela discussão e aprovação do Orçamento da Região para o ano de 2011. Em traços gerais, o Orçamento apresenta mais do mesmo, em relação ao que tem sido a política recente seguida nos Açores, bastando, para tal, dizer que 45% do Orçamento destina-se a cobrir as despesas de funcionamento dos diferentes organismos e que 22% destina-se a garantir as despesas com pessoal. Ou seja, a máquina governativa nos Açores manter-se-á grande, muito grande, a absorver quase metade do Orçamento regional.

O sinal é claro: o Governo faz questão em ser o principal empregador na Região, monopolizando e fazendo depender de si próprio um enorme número de famílias açorianas. Este é o maior Governo de sempre, com secretarias, direcções, observatórios e empresas públicas, muitas empresas públicas, que têm administradores, presidentes, vogais, assessores, secretárias, que ocupam espaço, que consomem energia, água, bens informáticos e tudo mais que é necessário ao seu funcionamento. Basta dizer que em 1996, quando Carlos César chegou ao poder existiam 13 empresas públicas, actualmente são 63. Mais, em 1996 o Governo era composto por 6 secretários regionais, hoje são 12. No entanto, e porque os serviços e organismos públicos da região, à excepção de um ou outro, não produzem riqueza, o caminho é endividar, de modo a manter o monstro vivo. E quanto mais o monstro come, maior fica e mais precisa para se manter.

E foi exactamente no debate sobre o Orçamento da Região, na casa da Democracia Açoriana, que se ficou a saber o enorme buraco de dívida em que o PS meteu a Região. O deputado Duarte Freitas do PSD fez as contas e chegou à conclusão que, ao todo, os Açores devem 2.5 mil milhões de euros.

Claramente tocado e afectado perante a enormidade que os números revelam, Carlos César tentou justificar-se, usando, para tal, uma outra técnica antiga, a descredibilização da oposição. Mas desta vez o tiro, e usando as palavras do próprio César, “feitiço virou-se contra o feiticeiro”. É que, na verdade, o que César fez não foi mais do que comprovar as contas que o PSD havia apresentado.

Mas vamos aos números para que não restem dúvidas. É o próprio Carlos César que diz que a dívida Açoriana era de Mil e quinhentos milhões de euros, à data do final de 2009. Acrescente-se a esse valor, as parceria público-privadas, que custam 450 milhões de euros e onde se incluem os 350 milhões que custarão as SCUT em São Miguel e chegamos a um valor próximo dos 2 mil milhões. Ora, se estes valores reportam-se ao final de 2009 e tendo em conta o crescimento consistente que se tem observado nos passivos nos últimos anos, é apenas normal que o valor da dívida dos Açorianos seja hoje os tais 2 mil e 500 milhões de euros.

Agora, duas questões levantam-se, que respondidas, permitem-nos compreender a verdadeira prioridade deste governo do PS. Em 1º lugar, o que se conseguiu com este endividamento? Quem beneficiou? Estou certo que a larguíssima maioria dos açorianos está pior hoje do que estava há dois ou três anos atrás. Os preços estão mais altos e os nossos rendimentos ou mantiveram-se, ou desceram. Por outro lado, o desemprego está a atingir números nunca vistos nos Açores. Portanto, este brutal endividamento não beneficiou a população dos Açores. Em 2º lugar, porque razão o Governo escondeu durante tanto tempo esta realidade relativa ao endividamento? Há requerimentos feitos na Assembleia Legislativa Regional a pedir as contas das empresas públicas dos Açores que simplesmente não têm resposta. Quando alguém esconde o que quer que seja, é porque sabe que está errado.

Tal como Sócrates no continente, César nos Açores governou mal e apenas para alguns. Os Açorianos, além de terem menos dinheiro no bolso, têm uma dívida tremenda em mãos. Não nos podemos iludir mais: esta dívida é nossa, apesar de não tirarmos proveito dela, somos nós, os nossos filhos e netos que a terão de pagar!

Está a cair de podre.

23 novembro 2010

A Saúde nos Açores está Doente



Existem áreas que são fundamentais para o bom funcionamento de uma sociedade moderna. Uma delas é, sem dúvida, a Saúde. Aliás, está consagrado na Lei Fundamental do Estado português, a Constituição da Republica, que cabe ao Estado garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, cuidados de medicina preventiva, curativa e de reabilitação.

Porém, devido a uma decisão que ainda não se compreendeu muito bem, a Região Autónoma dos Açores, através do seu governo liderado por Carlos César, decidiu cortar no orçamento destinado à Saúde nos Açores. Trata-se duma decisão grave e que tem efeitos directos na vida dos cidadãos. Aliás, no final da semana que passou, os Directores de Serviço do Hospital de Ponta Delgada enviaram uma carta aberta ao Secretário Regional da Saúde, onde alertavam para o facto que as medidas impostas pelo Governo de redução de custos poderiam colocar em causa as missões assistenciais fundamentais para a população. E nem foi preciso passar muito tempo para se comprovar que tinham razão, pois uma das valências afectada foi o atendimento urgente na área da Psiquiatria e neste final de semana, já aconteceu um caso em que um cidadão necessitou de ajuda urgente na área e o Hospital de Ponta Delgada não pôde dar resposta. Compreensivelmente, e porque os directores de serviço do Hospital de Ponta Delgada não podem pactuar com uma situação desta natureza, pediram a demissão em bloco.

Na verdade, esta é apenas a ponta do icebergue do enorme problema que está instalado no Sistema Regional de Saúde nos Açores. Recentemente noticiou-se que os Hospitais de Ponta Delgada e de Angra do Heroísmo têm dívidas que ascendem aos 207 milhões de euros. E a Saudaçor, empresa pública que gere o sistema regional de saúde, apresentava, no seu relatório e contas de 2009, uma dívida de 275 milhões de euros. E não se tenha dúvidas, estes astronómicos números são de dívida pública, ou seja é dívida nossa, dos açorianos. Uma dívida que nos é imposta pelo Governo de Carlos César.

Porém, como sabemos, da forma como está actualmente estruturada, a Saúde será sempre onerosa para os cofres do Estado. Mas os contribuintes esperariam que, ao menos, esta enorme dívida contraída em seu nome, correspondesse a um bom serviço de Saúde pública. Infelizmente não é isso que se constata. Pelo contrário. O exemplo dos Directores do Centro de Sáúde de Ponta Delgada que foram multados pelo Tribunal de Contas, por terem assumido compromissos financeiros sem o devido cabimento orçamental, é um bom exemplo. Ou era isso, ou os utentes poderiam sair gravemente lesados. Mas vejam-se outros exemplos, como as enormes listas de espera para consultas externas, que por vezes podem demorar um ano. Ou o facto de cerca de 80 mil açorianos ainda não terem médico de família. Ou que os Açores são a região do país com a maior taxa de prevalência de doenças cardiovasculares e a região do país com a maior taxa de prevalência de diabetes. Ou que o Serviço Regional de Saúde tem apenas 125 médicos de medicina geral e familiar, necessitando de mais 60 profissionais para dar resposta às necessidades dos Açorianos. Ou ainda que a rede de cuidados continuados, prometida desde 2005, tem apenas 90 camas em toda a Região. Tudo isto demonstra que, apesar do enorme buraco financeiro que a Saúde nos Açores está metida, estamos muito longe de ter um Serviço condigno. E perante os anunciados cortes, a situação tende a piorar e muito.

A verdade é que estamos aos poucos a pagar a factura de anos duma governação irresponsável e incompetente, que não soube lidar com o rápido progresso da sociedade. Este governo socialista sofre dum cansaço evidente. São muitos anos, 15, a sermos governados pelo mesmo directório, liderado pela pessoa de Carlos César. A situação da Saúde nos Açores é apenas um exemplo, entre tantos outros de se poderia falar. Os próximos dois anos adivinham-se muito difíceis para os Açorianos, pois teremos que lidar com as mesmas políticas gastas e comprovadamente sem sucesso que nos trouxeram ao beco em que nos encontramos.

A bem da nossa Região e a bem do nosso futuro, uma mudança exige-se em 2012.

15 novembro 2010

A dívida que os socialistas deixam aos Açorianos


Aos poucos começam a surgir algumas contas das dívidas das empresas públicas do Governo Regional dos Açores.

Comecemos pela Associação de Portos dos Açores. A partir de 2008, com as Portas do Mar, constata-se que os resultados baixam drasticamente, em 2007 a Portos dos Açores tinha um resultado líquido final de 811.000€, em 2008 já era -2,644.000€ e em 2009 -3,288.000€.

Quanto à Saudaçor, o exercício de 2009 demonstra dívidas a instituições de crédito a longo prazo no valor de 160,000.000€ (cento e sessenta milhões), dívidas a instituições de crédito a curto ou médio prazo no valor de 33,000.000€, dívidas a fornecedores no valor de 244.970€ e a outros credores no valor de 83,046.000€. Cerca de 275 milhões de euros em dívidas, mais coisa, menos coisa.

Nas contas do Hospital de Ponta Delgada também se encontram dívidas avultadas. A longo prazo à banca 4,000.000€; a curto prazo a fornecedores 9,920.721€; “outros empréstimos obtidos” 1,278.000€; “outros credores” 95,447.909@. Um total de dívida de cerca de 110 milhões.

Esta é apenas a ponta do icebergue.

10 novembro 2010

César, Sócrates e Cia. Lda.


“Juntos Conseguimos”. Foi este o slogan da campanha do Partido Socialista nos Açores nas últimas eleições Legislativas nacionais. Todos nos recordámos de ver os enormes outdoors em que um sorridente Carlos César aparecia ao lado de um confiante José Sócrates ao lado da frase que agora relembramos. César e Sócrates conseguiram-no juntos, não haja dúvida. Mas conseguiram o quê? Que país e que Região são estes em que vivemos no dealbar da segunda década do século XXI? Por que razão Portugal foi um dos países do mundo que menos cresceu economicamente ao longo da última década, estando apenas acima do Haiti e da Itália?

As respostas a estas questões são complexas e exigem um exercício de reflexão abrangente. Mas há que imputar responsabilidades a quem está no poder. César cá, Sócrates lá. E, neste contexto, não nos parece razoável que a incompetência explique tudo. Aliás, há evidências que demonstram que há outras razões que indicam que, quem está no poder actualmente, não o exerce tendo como primeira e única prioridade o desenvolvimento e o crescimento harmónico de todos os sectores da sociedade, mas sim tendo como prioridade o favorecimento de apenas alguns: é o chamado amiguismo.

Nos Açores, episódios recentes sugerem exactamente isso. Na semana que passou, por exemplo, um candidato à ordem dos advogados e militante socialista, dizia na comunicação social, com as palavras todas, que existe “tráfico de influências entre estruturas do governo açoriano presidido por Carlos César e grupos de advogados” chegando mesmo ao ponto de afirmar que existe “corrupção”.

Depois, há os conhecidos episódios da Secretária Ana Paula Marques, que alterou um regulamento, de modo a que o seu filho pudesse beneficiar de uma avultada bolsa de estudo, e o mais recente caso do Secretário do Ambiente, Álamo Rodrigues, que adjudicou directamente uma obra de um milhão de euros à empresa do próprio irmão, numa possível infracção ao Regime Jurídico de Incompatibilidades e Impedimentos. É inevitável que um sentimento de injustiça nos assola perante estes casos.

Além disso, há a forma como os nossos destinos têm sido conduzidos e as escolhas que foram tomadas por quem nos governa, que contribuem também para o estado lastimoso a que se chegou. Portugal e os Açores estão nesta incómoda e difícil posição de depender dos mercados internacionais, porque precisamos de dinheiro emprestado para sobreviver. Nós não produzimos para aquilo que consumimos. E quando é o próprio governo que dá o exemplo de viver muito acima das suas possibilidades e, mais, quando é o próprio governo que resolve, ou pensa que resolve, os problemas da sociedade, abrindo linhas de crédito, será apenas normal que as pessoas e as empresas se endividem acima das suas capacidades. Depois, entra-se numa espiral em que é preciso contrair empréstimos para pagar empréstimos e o resultado é, invariavelmente, desastroso.

Mas, dando o benefício da dúvida, olhamos para os investimentos que o Governo faz, na esperança de encontrar um futuro mais risonho. Porém, aquilo que vemos é essencialmente estradas. Alcatrão em cima do nosso verde. A verdade é que no mundo globalizado em que vivemos, temos que investir cada vez mais na Educação e nessa área estamos muito longe do que seria desejado. Como se isso não bastasse, o Governo agora decide cortar também em áreas vitais, como é a Saúde. É um autêntico vale-tudo!

Não somos nós, comuns cidadãos, que tomamos as grandes decisões políticas que levaram o país e a Região a este abismo. Mas somos nós, cidadãos comuns, que pagamos a factura. Cabe-nos a nós, portanto, mudar e apostar noutros protagonistas que nos assegurem, acima de tudo, estabilidade e responsabilidade na gestão do bem público.

Sócrates e César. Juntos conseguiram trazer-nos ao ponto em que estamos. Juntos devem sair!

27 outubro 2010

A Trapaça

A líder do PSD-Açores reuniu-se com a AICOPA e manifestou a sua preocupação para com a grave situação em que vivem a generalidade das empresas do sector nos Açores. Construtivamente, a líder da oposição apresentou algumas ideias para tentar solucionar o problema, tendo por base o conceito de que as entidades públicas deve dar preferência às empresas regionais nas adjudicações de obras. O presidente do governo, numa das 3 reportagens a que teve direito no jornal da tarde de ontem da rtp-açores, veio responder, com aquele “nível” do costume, que o governo adjudicou 90% das obras a empresas açorianas, num total de 27 milhões de euros este ano. Ou seja, por hipótese, temos 100 obras, 90 são adjudicadas a empresas dos Açores por um valor de 27 milhões, as outras 10 são adjudicadas a empresas estrangeiras e poderão ter um valor de 350 milhões de euros (SCUT)! Os 90% a empresas dos Açores transformam-se em 10% num ápice.

Politicamente, as reacções de César também são muito interessantes. Note-se bem que a única pessoa que consegue fazer com que ele use aquela linguagem é a líder do PSD-Açores. Significativo. Depois, tenta, atrapalhadamente, mudar o foco de cima de si, usando um argumento que já foi amplamente desconstruído. A Câmara Municipal de Ponta Delgada, para já, não está na lista dos Municípios que pagam fora do estipulado na Lei. E, depois, não é só Ponta Delgada, são todos as Câmaras dos Açores que estão a haver muitos milhões do Governo de Sócrates.

Este Governo Regional, tomem nota, está a trabalhar apenas e só com objectivos eleitoralistas. Todos estes cortes que estamos a assistir, serão depois apresentados, durante o ano de 2012, como grandes medidas. Na Saúde, serão apresentados grandes aumentos, que mais não serão os cortes que estamos a assistir agora. Entretanto, as pessoas que se amanhem!

18 outubro 2010

A empresa de Lobby do Sr. Secretário Bradford

Não fossem todos os outros gastos absurdos dos dinheiros públicos que recentemente têm vindo a ser públicos, e a contratação duma empresa de lobby pelo Governo dos Açores teria sido uma das maiores calinadas dos tempos recentes.

Porém, a verdade é que a contratação da APCO durante o ano que passou custou apenas 200 mil euros (vamos acreditar que foram só 200 mil euros), o que colocado ao lado das festinhas de bar aberto, das garrafas de champanhe ou dos sites milionários, até nem é muito.

André Bradford dizia, no dia da apresentação do contrato, que “através deste contrato e da colaboração da APCO, os Açores garantem uma rede bem estabelecida de contactos de alto nível, a entrada directa em muitos Gabinetes relevantes em Bruxelas. Mas, passado um ano e acabado o contrato, e a APCO não entrou em nenhum gabinete relevante em Bruxelas e até há gabinetes “açorianos” de grande influência na Rue de la Loi. Que diabo, nem sequer se deram ao trabalho de contactar com os eurodeputados açorianos. Apenas se conhece que a APCO teve umas esporádicas colaborações com o Governo regional, no âmbito da promoção dos Açores-Região Europeia 2010 em Bruxelas.

A Universidade dos Açores e todos alunos da área de Estudos Europeus agradecem.

13 setembro 2010

Carlos César @Pinhal da Paz #2 - Auto-Churrasco

Gastar ao desbarato é fazer sites de 1.2 milhões de euros. É fazer festanças de 1.5 milhões de euros (o valor anual do orçamento da região na luta contra a toxicodependência).

Complicar a vida das empresas açorianas, provocando despedimentos e salários em atraso de muitas delas, é não estabelecer esses contratos milionários, como deste site, ou das SCUT, com empresas regionais.

Não ter coragem de dizer se é recandidato, é quase como falar de si próprio.

05 maio 2010

A isto é que se chama "abafar" uma coisa


Apesar da estima pessoal que tenho pelo Dr. Ricardo Rodrigues, não posso deixar de publicar este vídeo.